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Em períodos pré – científicos do conhecimento historiográfico, a perspectivação do passado apoiava-se em dois modos críticos, fosse na atenção conferida às fontes greco-latinas, base de erudição que se configurou na grande fase cultural de tradição humanística de sécs. XVI-XVIII, fosse na atenção dirigida aos vestígios materiais, a que esteve subjacente o sentido de monumento e de monumentalidade. Emergia em resultado e enquanto apreciação do passado, a apresentação de ideias e descrições que traziam consigo modelos figurativos, próximos, na verdade, ao exercício imaginativo, comportando as definições eminentemente visuais que se transformavam rapidamente em estereótipo e em imagem do Antigo, ainda que buscando o seu fundamento no vestígios materiais.
Do passado antigo, recolhiam-se modelos, de base literária que, para todo o decurso da influência humanista entre os autores portugueses, se cruzavam com o sentido de moderno, tal como se veio a estabelecer com os pressupostos da cultura do Renascimento.