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Orientador(es)
Resumo(s)
O "Jardim de Estoi" é hoje considerado como a mais reluzente jóia arquitectónica do Oitocentismo algarvio, período visivelmente marcado por um ascendente económico resultante do incremento das pescas e do desenvolvimento da produção agrícola, facilitado pelo escoamento da comunicabilidade marítima com a capital e o estrangeiro. A malha urbanística tecida após o Terramoto de 1755 e o consequente embelezamento imobiliário, retrata o aburguesamento de uma elite oligárquica, cuja permeabilidade ao ideário liberal acabaria por afastar para as terras do interior e relegar para plano secundário os resquícios da velha e decrépita nobreza senhorial algarvia. Repare-se que o Palácio de Estoi vai ser uma das vítimas dessa mudança sociopolítica, apenas visível a partir do falecimento do seu mais antigo e nobre proprietário, que na falta de descendentes testamentou a venda do imóvel. As dificuldades económicas suscitadas pela nova ordem social motivaram a transacção das grandes propriedades agrícolas, traduzindo-se, deste modo, o canto do cisne da secular fidalguia de província.
Descrição
Trata-se de uma comunicação apresentada em 1988 ao 5º Congresso do Algarve, sugerindo a aquisição do Palácio de Estoi por parte do Estado, aduzindo propostas de aproveitamento do imóvel, numa altura em que ninguém havia ainda tomado qualquer resolução de futuro.
Palavras-chave
Palácio de Estoi Liberalismo Faro Algarve
