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Manuel da Fonseca e a escrita da violĂȘncia

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A concisĂŁo e intensidade da linguagem reforçam um traço incomum de Manuel da Fonseca: a escrita da violĂȘncia. NĂŁo estĂĄ sĂł em causa a violĂȘncia social que submete os camponeses Ă  misĂ©ria e ao desespero cego ou os pequenos burgueses (mais ainda, as mulheres) Ă  vida medĂ­ocre e sufocada. Refiro essencialmente a capacidade notĂĄvel de dar corpo verbal Ă  violĂȘncia fĂ­sica mais sangrenta e carnal. Fonseca tem, nesse aspecto, pouco paralelo na literatura portuguesa. VĂĄrios sĂŁo os exemplos. A exasperação do Doninha de cabeça exangue contra as grades da prisĂŁo (Cerromaior); o corpo agonizante do Palma que tomba cravejado de balas no assalto policial ao terreiro (Seara de Vento); a violĂȘncia alucinada do Ășltimo senhor de AlbarrĂŁ que, no remate do conto, cai «de borco» sobre cacos de garrafa, «atĂ© ficar a esvair-se em sangue, uivando de dor como um animal bravio» (O Fogo e as Cinzas).

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Manuel da Fonseca ViolĂȘncia

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