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Publicação

Para onde caminha a nossa fruticultura?

dc.contributor.authorDuarte, Amilcar
dc.date.accessioned2019-01-16T13:15:36Z
dc.date.available2019-01-16T13:15:36Z
dc.date.issued2018-10
dc.description.abstractA fruticultura tem vindo a crescer nos Ășltimos anos no nosso paĂ­s, mas tambĂ©m no resto do mundo, em ĂĄrea, mas sobretudo em produção. O aumento da produtividade estĂĄ relacionado com a sua modernização tecnolĂłgica, que Ă© cada vez mais rĂĄpida e abrangente, chegando a praticamente todas as culturas frutĂ­colas. Esta modernização vai em dois sentidos que nĂŁo sĂŁo necessariamente opostos, embora por vezes sejam entendidos como tal. Por um lado, hĂĄ uma intensificação de muitas culturas, com compassos de plantação tendencialmente mais apertados, aumento do grau de mecanização e diminuição do perĂ­odo de vida dos pomares, com frequente renovação de cultivares. Este modelo Ă© acompanhado de uma frequente aplicação de produtos fitossanitĂĄrios e sistemas de fertirrega com aplicação diĂĄria de adubos. PorĂ©m, a intensificação pode fazer-se Ă  custa de alguma(s) da(s) mudança(s) aqui referida(s), sem que as outras aconteçam. Por outro lado, a preocupação da sociedade com a qualidade e segurança dos alimentos e com a conservação do ambiente tem-se refletido na fruticultura europeia pela retirada dos produtos fitossanitĂĄrios mais tĂłxicos e pelo estĂ­mulo a modos de produção mais sustentĂĄveis, nomeadamente, a produção integrada e a agricultura biolĂłgica. Associada a esta tendĂȘncia de aumento da sustentabilidade estĂĄ a conservação e a valorização das variedades regionais de fruteiras e dos produtos a elas associados. Tanto a intensificação da produção frutĂ­cola, como o desenvolvimento de modos mais sustentĂĄveis de produção exigem cada vez mais um conhecimento cientĂ­fico profundo e um desenvolvimento tecnolĂłgico avançado. Em ambos os casos sĂŁo necessĂĄrios agrĂłnomos altamente qualificados, que sejam capazes de aplicar o conhecimento cientĂ­fico, respeitando os princĂ­pios Ă©ticos e respondendo Ă s preocupaçÔes da sociedade. TambĂ©m ao nĂ­vel dos operĂĄrios agrĂ­colas, as exigĂȘncias sĂŁo cada vez maiores, devido Ă  complexidade das mĂĄquinas e equipamentos usados na produção e acondicionamento dos frutos e Ă s exigĂȘncias de certificação de produtos e processos. Portanto, tambĂ©m aqui sĂŁo necessĂĄrios trabalhadores mais qualificados. Em suma, a fruticultura Ă© cada vez mais uma atividade para ser exercida por gente qualificada, desde o empresĂĄrio atĂ© ao operĂĄrio. A fruticultura baseada em mĂŁo de obra nĂŁo qualificada e barata pode ser temporariamente lucrativa, mas nĂŁo tem futuro. A compatibilização de alguma intensificação com o aumento da sustentabilidade Ă© um desafio que os empresĂĄrios, tĂ©cnicos e investigadores tĂȘm pela frente. NĂŁo Ă© um desafio fĂĄcil, mas, juntos, temos que vencĂȘ-lo. A investigação e a formação em ciĂȘncias agrĂĄrias levadas a cabo pelas nossas instituiçÔes de ensino superior e de investigação agrĂĄria estĂŁo orientadas para, nas regiĂ”es em que estĂŁo inseridas, contribuir para essa fruticultura moderna e sustentĂĄvel. O 4Âș SimpĂłsio Nacional de Fruticultura que decorrerĂĄ nos prĂłximos dias 29 e 30 de novembro em Faro, na Universidade do Algarve, darĂĄ tambĂ©m certamente um importante contributo para a discussĂŁo dos problemas com que o sector se depara e apontarĂĄ caminhos para a sua resolução, na senda de uma fruticultura cada vez mais avançada tecnologicamente e mais sustentĂĄvel.pt_PT
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersionpt_PT
dc.identifier.citationDuarte, A. 2018. Para onde caminha a nossa fruticultura? Voz do Campo, 219: 16-17.pt_PT
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.1/12295
dc.language.isoporpt_PT
dc.peerreviewednopt_PT
dc.publisherVoz do Campopt_PT
dc.subjectCitrinospt_PT
dc.subjectAbacateiropt_PT
dc.subjectHortofruticulturapt_PT
dc.subjectAlgarvept_PT
dc.subjectEconomiapt_PT
dc.subjectDesenvolvimentopt_PT
dc.subjectAgriculturapt_PT
dc.subjectRuralpt_PT
dc.subjectDieta mediterrĂąnica
dc.titlePara onde caminha a nossa fruticultura?pt_PT
dc.typejournal article
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.conferencePlacePortugalpt_PT
oaire.citation.endPage17pt_PT
oaire.citation.startPage16pt_PT
oaire.citation.titleVoz do Campopt_PT
oaire.citation.volume219pt_PT
person.familyNameDuarte
person.givenNameAmilcar
person.identifier.ciencia-id081B-5FD8-0E51
person.identifier.orcid0000-0002-2763-1916
person.identifier.ridF-1472-2010
person.identifier.scopus-author-id7102602102
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typearticlept_PT
relation.isAuthorOfPublication88280e66-023a-49f6-8081-c827a15900ce
relation.isAuthorOfPublication.latestForDiscovery88280e66-023a-49f6-8081-c827a15900ce

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