Sapientia
Repositório Científico da UAlg
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Documentos das provas de agregação de Maria Margarida da Cruz Godinho Ribau Teixeira. Titulo da Lição: Tratamento de Águas Residuais em Aquacultura
Publication . Ribau Teixeira, Margarida
O relatório pedagógico aqui apresentado refere-se à unidade curricular intitulada “Tratamento de efluentes em aquacultura” apresentado no âmbito de Provas Púbicas de Agregação na Universidade do Algarve segundo o Decreto-Lei (DL) nº 239/2007, de 19 de junho. O artigo 5º, alínea b), do referido DL explicita que as provas de agregação são constituídas “pela apresentação, apreciação e discussão de um relatório sobre uma unidade curricular, grupo de unidades curriculares, ou ciclo de estudos, no âmbito do ramo do conhecimento ou especialidade em que são prestadas as provas”. A aquacultura tem registado um crescimento acelerado associado às necessidades de alimentação da população e ao declínio mundial dos mananciais de recursos biológicos aquáticos (Nayor et al., 2000). À medida que a população humana continua a aumentar, a potencial relevância da produção aquícola como fonte de proteína também aumenta. Prevê-se que o contributo da aquacultura para o consumo humano aumente de 55% (média no período 2019-2021) para 59% em 2031 (OECD, 2022). Os sistemas de aquacultura em tanques de produção geram águas residuais contendo grande quantidade de azoto (N) e fósforo (P) inorgânicos e material orgânico (Yang et al., 2017; Dauda et al., 2019). Em regimes de aquacultura intensivos, com recurso exclusivo a alimentação artificial (ex.: rações, alimento vivo) e densidade superior de organismos, apenas uma pequena proporção do alimento fornecido é convertido em biomassa (ca. 4,0-27,4%, Dauda et al., 2019). A acumulação de alimento e o elevado número de organismos nos tanques origina a deterioração da qualidade da água (Huang et al., 2016), com efeitos negativos na saúde e produtividade de algumas espécies cultivadas (Hu et al., 2014). Outra preocupação ambiental importante em relação à aquacultura intensiva é a descarga de águas residuais em ecossistemas aquáticos naturais, sem tratamento prévio. Estas águas residuais contaminam a coluna de água e o sedimento, com potenciais impactes negativos nos ecossistemas recetores (ex.: proliferações nocivas de algas). Este problema agrava-se aquando da drenagem completa da água do tanque de cultivo, normalmente realizada no final de cada ciclo de produção da aquacultura (Yang et al., 2017). Tal prática pode alterar rapidamente a concentração de nutrientes e matéria orgânica no ambiente recetor, aumentando o risco de eutrofização do sistema (Hlavác et al., 2014). Desta forma, há necessidade de instalar sistemas de tratamento águas residuais de aquacultura, usando métodos físicos, químicos e biológicos, com vista à melhoria da qualidade da água e produtividade nos tanques de aquacultura e da água descarregada no ambiente recetor. A estratégia para a aquacultura portuguesa, entre 2021-2030, prevê, no objetivo “Adaptações às alterações climáticas e atenuação dos seus efeitos”, a otimização das unidades de produção aquícola através da implementação de sistemas de recirculação de água (RAS) (DGRM, 2022). Estes sistemas têm como vantagens a redução do consumo de água e uma melhor qualidade da água (e, portanto, um menor volume de água usado e de águas residuais produzidas), o maior controlo dos parâmetros ambientais (temperatura, oxigénio dissolvido, fotoperíodo e turvação da água), e o isolamento do stock produzido (eliminando a ameaça de fuga do peixe produzido para o ambiente) (DGRM, 2022). A unidade curricular (UC) Tratamento de Águas Residuais em Aquacultura foca-se nas soluções tecnológicas relacionadas com o tratamento destas águas residuais. Assim, esta unidade curricular tem como principal objetivo fornecer conhecimento sobre o tratamento da água, que permita aos estudantes o entendimento das bases das soluções existentes para fazer face às alterações da qualidade e poluição da água em aquaculturas.
A UC Tratamento de Águas Residuais em Aquacultura integra-se no curso de Mestrado em Aquacultura e Pescas. Contudo, pode ser oferecida em outros cursos de mestrado na área de ciências ou engenharia do ambiente, ou áreas afins. Os conhecimentos adquiridos nesta unidade curricular poderão também ser aplicados pelos estudantes que prossigam para programas de doutoramento, designadamente o Doutoramento em Ciências do Mar, da Terra e do Ambiente ou Ciências Biotecnológicas, ambos da Universidade do Algarve.
Documentos das provas de agregação de Maria Margarida Cortez Vieira. Titulo da Lição: Embalagem ativa de alimentos numa economia biocircular
Publication . Vieira, Margarida
Para apreciação em provas de agregação em Ciências Biotecnológicas de acordo com a alínea iii) do ponto 3 do art. 4º do Regulamento de Atribuição do Título Académico de Agregado da Universidade do Algarve publicado em anexo ao Despacho n.º 2251/2020 ao abrigo do nº 2 do artº 4º do Decreto-Lei nº 239/2007, de 19 de junho
2023. Na escolha do tema desta lição que segundo o regulamento deve ser “dentro do âmbito do ramo do conhecimento ou especialidade em que são prestadas as provas”, foi tido em consideração a dedicação durante toda a minha vida académica a uma área do conhecimento em Ciência dos Alimentos, a Conservação dos Alimentos e em particular à Embalagem de Alimentos Ativa e a ao Desenvolvimento de Novos Materiais de embalagem biodegradáveis. Esta dedicação incluiu por um lado a docência de várias unidades curriculares, e por outro a investigação. Ainda, era imperioso que o tema refletisse a atualidade com grande relevância científica e tecnológica. No início da lição é dada uma explicação fundamentada sobre a razão de se considerar a temática desta lição, muito relevante na conjuntura presente, introduzindo-se primeiro a temática dos problemas ambientais do século XXI e referindo-se depois a evolução do conceito de resíduo de embalagem numa economia linear para um novo conceito de subproduto numa economia bio circular. É então introduzido o conceito de embalagem smart, desenvolvendo-se depois mais conhecimento sobre a embalagem ativa e introduzindo a embalagem de libertação controlada (LC) como uma subdivisão da embalagem ativa (EA). Após ser explicado o fundamento deste tipo de embalagem são enunciados todos os fatores que se deve ter em conta quando se projeta uma embalagem de LC para um alimento específico. De seguida a modelação matemática do processo LC de um composto ativo (CA) da embalagem para a superfície do alimento é explicada. A aula termina com uma apresentação do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pelo grupo de investigadores que trabalham na área de embalagem ativa no Departamento de Engenharia Alimentar do ISE/UAlg.
Syngap1 and the development of murine neocortical progenitor cells
Publication . Barao, Soraia; Xu, Yijun; Hong, Ingie; Müller, Ulrich; Huganir, Richard L.
SYNGAP1 regulates synaptic plasticity through interactions with scaffold proteins and modulation of Ras and Rap GTPase signaling. Human SYNGAP1 mutations are linked to intellectual disability, epilepsy, and autism. In mice, Syngap1 haploinsufficiency causes impaired LTP, premature maturation of dendritic spines, learning disabilities, and seizures, reflecting the human phenotypes of SYNGAP1 syndrome. Recently, SYNGAP1 was shown to influence cortical neurogenesis and progenitor proliferation in human organoids. Here, we show that Syngap1 absence or haploinsufficiency does not alter neocortical progenitors and their cellular output in mice. Despite careful analysis of cortical progenitor properties, we fail to replicate the main findings from human organoids. This discrepancy suggests species-specific or methodological differences and raises questions about the broader relevance of SYNGAP1’s role in neurogenesis. The absence of cortical progenitor deficits in haploinsufficient mice, which exhibit cognitive deficits and seizures, indicates these arise from SYNGAP1’s regulation of synapse function rather than its role on neurogenesis.
A comparison of tool-use flexibility between captive chimpanzees and bonobos
Publication . Bandini, Elisa; Harrison, Rachel; Hrubesch, Christine; Forss, Sofia
Despite chimpanzees and bonobos sharing close phylogenetic ties to humans, chimpanzees are the more common model species in multiple fields of comparative research. One reason for this bias is the variation in tool repertoire size observed between the two species. Previous studies have examined the factors driving this difference, but few have targeted flexibility in how tools are used. We studied bonobos and chimpanzees under similar conditions in captivity, thus excluding any ecological variation present in these species’ natural habitats. We examined whether the species differed in their ability to switch between tools, a trait that may facilitate tool innovation in primates. To do so, we provided the apes with a task that required switching tool type from a rigid stick to a bendable rope to forage successfully. Our data suggest that there are no significant differences in tool-use performance between chimpanzees and bonobos in captivity. However, we found significant differences in the species’ exploration tendencies. While chimpanzees fixed their attention on stick tools, bonobos switched their attention more easily towards the rope, potentially due to less functional fixedness. We also found significant within-species differences between institutions. These findings suggest that future research should disentangle intrinsic flexibility in exploration and account for institution and group level effects.
Afar fossil shows broad distribution and versatility of paranthropus
Publication . Alemseged, Zeresenay; Spoor, Fred; Reed, Denné; Barr, W. Andrew; Geraads, Denis; Wynn, Jonathan G.; Bobe, René
The Afar depression in northeastern Ethiopia contains a rich palaeontological and archaeological record, which documents 6 million years of human evolution. Abundant faunal evidence links evolutionary patterns with palaeoenvironmental change as a principal underlying force1 . Many of the earlier hominin taxa recognized today are found in the Afar, but Paranthropus has been conspicuously absent from the region. Here we report on the discovery, in the Mille-Logya research area, of a partial mandible that we attribute to Paranthropus, dated to between 2.5 and 2.9 million years ago and found in a well-understood chronological and faunal context. The find is among the oldest fossils attributable to Paranthropus and indicates that this genus, from its earliest known appearance, had a greater geographic distribution than previously documented2 . Often seen as a dietary specialist feeding on tough food, the range of diverse habitats with which eastern African Paranthropus can now be associated shows that this suggested adaptive niche did not restrict its ability to disperse as widely as species of Australopithecus and early Homo. The discovery of Paranthropus in the Afar emphasizes how little is known about hominin evolution in eastern Africa during the crucial period between 3 and 2.5 million years ago, when this genus and the Homo lineage presumably emerged.
