Browsing by Author "Pereira, Maria Eduarda Fortcamp"
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- O Impacto da valência emocional, excitação e da vinculação na formação de memórias falsasPublication . Pereira, Maria Eduarda Fortcamp; Martins , Ana Teresa; Faísca, LuísNa literatura alguns estudos têm explorado o impacto da valência emocional e da excitação no processo de formação das memórias falsas. Entretanto, poucos exploram a associação entre as memórias falsas e o estilo de vinculação de cada indivíduo. Por isso o nosso objetivo foi compreender os efeitos da valência emocional, da excitação e da vinculação na suscetibilidade a produção de memórias falsas através de 67 participantes (46 mulheres e 21 homens), com idades entre os 18 e os 51 anos. Recorremos ao paradigma da desinformação como tarefa para avaliar a suscetibilidade a formação de memórias falsas através da exposição a desinformação, reconhecendo a diferença entre detalhes periféricos e centrais do contexto, utilizamos dois instrumentos de autorrelato: para avaliar a ativação emocional no contexto da primeira tarefa e outro para a vinculação no adulto. Os resultados apontam que as imagens negativas induziram um número significativamente maior de memórias falsas em comparação com imagens positivas ou neutras. Perante cenários negativos, a alta excitação reduziu a suscetibilidade a formação de memórias falsas quando há a desinformação, enquanto em cenários positivos, a alta excitação aumentou essa suscetibilidade. Por outro lado, quando não há a exposição a desinformação, as imagens positivas reduziram a susceptibilidade a memórias falsas. Em contrapartida não houve associação entre estilo de vinculação inseguro e a propensão para a produção de memórias falsas. Em síntese, os resultados deste estudo contribuíram para compreensão dos mecanismos que implicam a formação de memórias falsas, assim como do nível de influência da valência e da excitação nesta falha. Ainda que não tenham sido encontrados resultados significativos associados a vinculação, é proposto que a temática seja explorada em estudos futuros, com o intuito de reconhecer diferenças individuais que contribuam para a formação de memórias falsas.
