Percorrer por autor "Prata, Mafalda Mourinho"
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- Terapias hormonais de afirmação de géneroPublication . Prata, Mafalda Mourinho; Serralheiro, Ana Isabel AzevedoA incongruência de género carateriza-se por uma discordância entre o sexo atribuído à nascença e a identidade de género. Na presença de um estado de sofrimento ou desconforto individual associado, denomina-se disforia de género. A nível mundial estimou-se, no ano de 2024, que cerca de 2% da população se identificava como transgénero. Apesar de algum desconhecimento acerca da sua etiologia, está bem estabelecida a necessidade de intervenção terapêutica nestas condições, que pode incluir transição social e/ou médica (hormonal e cirúrgica) do indivíduo. A transição social é mais comumente aplicada em crianças, enquanto que nos adolescentes mais jovens, o tratamento se inicia por supressores de puberdade (análogos da hormona libertadora de gonadotrofinas) e, numa fase mais avançada, passa para uma terapêutica indutora da puberdade feminina ou masculina com estrogénio ou testosterona, respetivamente. No caso dos adultos, realiza-se terapia hormonal feminizante (com estrogénio e anti-androgénios) ou masculinizante (testosterona), podendo esta ser complementada com procedimentos cirúrgicos de modo a melhorar a correspondência entre o corpo e o género com que se identificam. O papel do farmacêutico dentro da equipa multidisciplinar que acompanha o indivíduo trans pode ser essencial ao nível da educação e aconselhamento, na gestão da terapia, no cuidado preventivo, na implementação de estratégias de redução de riscos e na investigação clínica. A evidência científica corrobora que as intervenções médicas de afirmação de género aportam melhorias significativas na saúde mental do indivíduo, com redução de sentimentos depressivos e de disforia de género, menor desconforto com o corpo e melhoria na qualidade de vida em geral.
