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Terapias hormonais de afirmação de género

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Resumo(s)

A incongruência de género carateriza-se por uma discordância entre o sexo atribuído à nascença e a identidade de género. Na presença de um estado de sofrimento ou desconforto individual associado, denomina-se disforia de género. A nível mundial estimou-se, no ano de 2024, que cerca de 2% da população se identificava como transgénero. Apesar de algum desconhecimento acerca da sua etiologia, está bem estabelecida a necessidade de intervenção terapêutica nestas condições, que pode incluir transição social e/ou médica (hormonal e cirúrgica) do indivíduo. A transição social é mais comumente aplicada em crianças, enquanto que nos adolescentes mais jovens, o tratamento se inicia por supressores de puberdade (análogos da hormona libertadora de gonadotrofinas) e, numa fase mais avançada, passa para uma terapêutica indutora da puberdade feminina ou masculina com estrogénio ou testosterona, respetivamente. No caso dos adultos, realiza-se terapia hormonal feminizante (com estrogénio e anti-androgénios) ou masculinizante (testosterona), podendo esta ser complementada com procedimentos cirúrgicos de modo a melhorar a correspondência entre o corpo e o género com que se identificam. O papel do farmacêutico dentro da equipa multidisciplinar que acompanha o indivíduo trans pode ser essencial ao nível da educação e aconselhamento, na gestão da terapia, no cuidado preventivo, na implementação de estratégias de redução de riscos e na investigação clínica. A evidência científica corrobora que as intervenções médicas de afirmação de género aportam melhorias significativas na saúde mental do indivíduo, com redução de sentimentos depressivos e de disforia de género, menor desconforto com o corpo e melhoria na qualidade de vida em geral.
Gender incongruence is characterized by a discrepancy between the sex assigned at birth and one's gender identity. When associated with a state of distress or individual discomfort, it is called gender dysphoria. Globally, it is estimated that by 2024, approximately 2% of the population identified as transgender. Despite some lack of knowledge about its etiology, the need for therapeutic intervention in these conditions is highly recognized, which may include social and/or medical (hormonal and surgical) transition. Social transition is more commonly applied in children, while in younger adolescents, treatment begins with puberty suppressants (gonadotropin-releasing hormone analogues) and, at a more advanced stage, progresses to female or male puberty-inducing therapy with estrogen or testosterone, respectively. Adults undergo feminizing hormone therapy (with estrogen and anti-androgens) or masculinizing hormone therapy (testosterone), which can be complemented with surgical procedures to better align the body with the gender which they identify with. The pharmacist's role within the multidisciplinary team caring for trans individuals can be essential in patient education and counseling, therapy management, preventive care, implementation of risk reduction strategies, and clinical research. Scientific evidence supports the idea that gender-affirming medical interventions significantly improve an individual's mental health, reducing feelings of depression and gender dysphoria, reducing body discomfort and improving overall quality of life.

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Palavras-chave

Disforia de Género Farmacêutico Incongruência de género Terapia hormonal de afirmação de género Transgénero

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