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- Shedding light on carob seeds: a non-destructive approach to assess Dehusking efficiency using diffuse reflectance spectroscopy and Kubelka–Munk theoryPublication . Guerra, Rui; Brazio, António; Gonçalves, Sandra; Romano, Anabela; Medronho, BrunoThe carob tree (Ceratonia siliqua L.) is receiving growing attention for its agro-industrial potential, particularly due to its seeds, which are the source of locust bean gum (LBG), a galactomannan-rich polysaccharide with wide applications in food and pharmaceutical industries. Efficient dehusking of carob seeds is critical to maximize LBG purity and yield, yet current industrial methods pose environmental concerns and lack robust quality control tools. In this study, we demonstrate the use of Diffuse Reflectance Spectroscopy (DRS) and Kubelka–Munk (KM) modeling as a rapid, non-destructive technique to assess dehusking efficiency. By combining spectral data from four complementary spectrometers (450–1800 nm), we identified key reflectance and absorbance features capable of distinguishing raw, industrially treated, and laboratory-dehusked seeds. Notably, our laboratory-treated seeds exhibited a considerably lower reflectance in the NIR plateau (800–1400 nm) compared to raw and industry-treated seeds, and their KM-reconstructed skin showed enhanced absorption bands at 960, 1200, and 1400 nm, consistent with more complete husk removal and improved light penetration. Principal Component Analysis revealed tighter clustering and lower variability in lab-processed seeds, indicating superior process reproducibility. These results establish DRS as a scalable, green analytical tool to support quality control and optimization in carob processing.
- Bridging the ESG data gap: transparent metrics and rankings for emerging financial marketsPublication . QACHACH, AZHAR RIM; El Mahrad, Badr; Kharbouch, Omar; Moumen, Aniss; Aoufi, Sara El; Gueddari, Manal El; Abdallah-Ou-Moussa, SoukainaEnvironmental, Social, and Governance (ESG) performance has become a pivotal driver of firm valuation, investment flows, and capital market stability and a critical dimension of corporate sustainability and investor decision-making. Yet, emerging markets face structural barriers to standardized ESG measurement due to limited data availability and inconsistent disclosures. This study addresses this gap by developing a simplified, transparent and indicator-based ESG assessment model tailored to the Moroccan capital market using publicly available data from 20 companies listed in the MASI ESG Index on the Casablanca Stock Exchange. The framework evaluates 12 equally weighted indicators across environmental, social, and governance pillars, and employs the Technique for Order Preference by Similarity to Ideal Solution (TOPSIS), a Multi-Criteria Decision-Making (MCDM) method, to generate firm-level ESG scores and rankings. In addition to equal-weighted rankings, the model was stress-tested using entropy-based and expert-informed weights. Results reveal a wide disparity in ESG maturity: while environmental reporting is relatively advanced, social and governance disclosures lag behind. Top-ranking firms align closely with international frameworks such as GRI, whereas others lack fundamental transparency. By offering a replicable, low-data ESG scoring method applicable to other emerging markets, this research provides actionable insights for investors, regulators, and corporate leaders. The findings contribute to the financial literature on ESG integration, support the design of sustainable investment strategies, and advance policy efforts to strengthen capital market resilience across the MENA region.
- Implementing sponge city concepts in practice: learning from the case of Shenzhen, ChinaPublication . Sunday, Ojo Segun; Pinto, Hugo Emanuel dos Reis Sales da Cruz; Nogueira, Carla Filipa Sequeira ValenteAs inundações urbanas constituem um dos principais desafios enfrentados pelas cidades em acelerado processo de urbanização, particularmente em contextos marcados por elevada densidade populacional e crescente variabilidade climática. Na China, este fenómeno tem sido agravado pelas alterações climáticas e pela impermeabilização intensiva dos solos urbanos, exigindo respostas integradas e sustentáveis por parte das autoridades locais. Neste contexto, a presente dissertação centra-se na análise do programa Sponge City em Shenzhen, uma das cidades-piloto nacionais, com o objetivo de avaliar de que modo as soluções baseadas na natureza têm contribuído para a resiliência urbana face às inundações, bem como para benefícios ambientais e sociais mais amplos. Partindo de uma abordagem de estudo de caso, a investigação recorre a métodos mistos que combinam análise documental, dados hidrológicos secundários, revisão reflexiva da literatura e análise preliminar de séries temporais de eventos de inundação. A investigação estrutura-se em torno de três dimensões analíticas: (1) resiliência urbana e desempenho hidrológico, (2) impactos ambientais e infraestruturais, e (3) governação e desafios de implementação. Estas dimensões permitem compreender, de forma articulada, os resultados e limitações do programa Sponge City em Shenzhen, à luz de quadros teóricos como a Teoria da Resiliência, a Gestão Integrada dos Recursos Hídricos (IWRM) e a abordagem dos Serviços dos Ecossistemas. Os resultados empíricos evidenciam uma redução significativa do escoamento superficial e das cheias urbanas nos distritos intervencionados, com valores de mitigação superiores a 40% em zonas-piloto, de acordo com simulações hidrológicas e dados de monitorização. Estes resultados confirmam a eficácia das soluções de baixo impacto (Low-Impact Development – LID), tais como bacias de retenção, pavimentos permeáveis e zonas húmidas artificiais. A par da redução dos volumes de água, registaram-se melhorias na qualidade da água, com diminuições mensuráveis nos níveis de azoto, fósforo e matéria orgânica dissolvida. Estas alterações são consistentes com os princípios ecológicos que orientam o conceito de cidade-esponja, baseado na replicação de funções naturais de absorção, infiltração e depuração da água no espaço urbano. A segunda dimensão da análise incide sobre os impactos ambientais e infraestruturais decorrentes da implementação do programa. Observou-se um aumento da cobertura vegetal e da conectividade ecológica em parques urbanos requalificados, como o Parque Ecológico de Mangais de Futian, com efeitos positivos ao nível da biodiversidade e da regulação microclimática. Em algumas áreas de elevada densidade populacional, foram registadas descidas de temperatura local na ordem dos 2–3ºC, refletindo os benefícios multifuncionais das infraestruturas verdes. Além disso, a reconversão de espaços degradados em zonas de lazer e parques multifuncionais contribuiu para melhorar a qualidade de vida urbana e a perceção pública da sustentabilidade hídrica. Contudo, a investigação revela também desafios persistentes no domínio da governação. A fragmentação institucional, traduzida em mandatos sobrepostos e ausência de mecanismos formais de coordenação interdepartamental, tem comprometido a implementação eficaz e a manutenção das infraestruturas verdes. Distritos mais antigos como Luohu e Futian enfrentam dificuldades acrescidas na adaptação de zonas densamente urbanizadas, onde os constrangimentos espaciais e as limitações técnicas dificultam a adaptação de infraestruturas convencionais às exigências do modelo de cidade esponja. Por outro lado, a dependência quase exclusiva de financiamento público, aliada à escassa participação do setor privado, coloca em causa a sustentabilidade a longo prazo dos investimentos realizados. A análise mostra ainda que os sistemas de monitorização permanecem insuficientemente desenvolvidos, com cobertura desigual e ausência de uma plataforma centralizada de dados, o que dificulta a gestão adaptativa e a avaliação baseada em evidência. Em termos metodológicos, a dissertação destaca-se pela integração de diferentes tipos de fontes e metodologias de análise, embora enfrente limitações relevantes. A ausência de dados espaciais limitou uma análise mais aprofundada da equidade territorial e da associação entre diferentes variáveis. De igual forma, a ausência de dados primários recolhidos no terreno limitou a capacidade de validação empírica direta dos resultados. Estas limitações, reconhecidas de forma crítica no trabalho, abrem caminho para futuras investigações mais abrangentes e interdisciplinares. Apesar destas lacunas, a investigação cumpre os objetivos delineados, contribuindo de forma substantiva para o conhecimento sobre a operacionalização de soluções baseadas na natureza no contexto chinês. O caso de Shenzhen é analisado não apenas como exemplo de inovação infraestrutural, mas também como laboratório de governação urbana face às alterações climáticas. A análise comparativa com outras cidades como Wuhan, Xi’an ou Pequim sugere que, embora Shenzhen se destaque em termos de visibilidade pública e inovação tecnológica, partilha desafios estruturais ao nível da fragmentação institucional e da replicação em zonas urbanas consolidadas. Do ponto de vista das implicações políticas, os resultados sugerem a necessidade de reforçar a integração dos princípios das cidades-esponja nos regulamentos urbanísticos e nos códigos de construção, promovendo incentivos à participação privada e à gestão comunitária das infraestruturas. A utilização de tecnologias digitais, como sensores IoT e painéis interativos, deve ser expandida para apoiar a monitorização em tempo real e melhorar a transparência na gestão urbana da água. Finalmente, é fundamental garantir que a abordagem não se limita aos aspetos técnicos, mas integra as dimensões sociais da resiliência, promovendo o envolvimento das comunidades e a apropriação cidadã dos espaços urbanos requalificados.
