Percorrer por autor "Rodrigues, Carina Isabel Martins"
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- A motivação dos enfermeiros no cuidar e no ensino do cuidar em enfermagem: consequências na formação inicial de enfermeirosPublication . Rodrigues, Carina Isabel Martins; Gonçalves, Fernando RibeiroCuidar é um acto complexo que constitui a essência da profissão de enfermagem, onde cada vez mais se procura atingir a sua excelência e qualidade. Com os avanços tecnológicos e científicos verificados no sector da saúde, os enfermeiros deparam-se actualmente com novos desafios, face a uma população envelhecida, com prevalência de doenças crónicas, para a qual é exigida uma resposta rápida de qualidade nos cuidados de enfermagem prestados. Paralelamente a estas mudanças, surge simultaneamente a confrontação com aspectos profissionais, pessoais ou institucionais característicos da profissão que podem privilegiar um investimento mais técnico subalternizando a componente relacional inerente ao processo cuidativo. Este aspecto assume especial importância durante a formação inicial de enfermeiros, onde a motivação para um cuidar de qualidade é transferida em ensinos clínicos e onde o aluno aprende por observação e reprodução de atitudes. O presente estudo, pretende assim, identificar quais os factores desmotivacionais dos enfermeiros que interferem no cuidar e de que forma é influenciada a sua capacidade pedagógica no ensino da prática cuidativa. Trata-se de um estudo quantitativo, exploratório, onde se procurou, numa amostra estratificada de 218 enfermeiros, de três instituições hospitalares, analisar como varia a sua prática cuidativa e formativa com os factores de desmotivação presentes no seu quotidiano profissional. Foram construídas três escalas, com 40 questões cada uma, designadas de “Escala de Factores Desmotivacionais em Enfermagem” (EFDE), Inventário das Atitudes Cuidativas (IAC) e Inventário das Atitudes Formativas e Educativas (IAFE), tendo todas elas apresentado boas qualidades psicométricas no presente estudo. Os resultados encontrados demonstraram que a desmotivação sentida pelos enfermeiros por falta de reconhecimento social da profissão, pela falta de preparação para o cuidar, pelas relações interpessoais, pelo stress, pela falta de autonomia, pela organização do trabalho e trabalho por turnos, pelas condições de trabalho, pelo excesso de burocracia, pela remuneração, pela tendência tecnicista da profissão, pela falta de oportunidades de desenvolvimento, pela sobrecarga de trabalho e pela falta de prescrição em enfermagem influencia as capacidades cuidativas e formativas dos enfermeiros. A desmotivação por falta de holismo nos cuidados e pela informatização de registos evidenciaram-se ainda factores influenciadores da capacidade formativa do enfermeiro. Os resultados apelam à introdução de alterações curriculares, quer no que concerne a conteúdos quer a metodologias de trabalho com estudantes, evidenciando ainda a importância dos contextos onde os alunos de enfermagem realizam os ensinos clínicos e onde os enfermeiros procedem ao acto formativo.
- O stresse em alunos de enfermagem e a sua influência na relação de ajuda com o doentePublication . Rodrigues, Carina Isabel Martins; Veiga, Feliciano HenriquesA enfermagem tem sido considerada como uma profissão indutora de stresse, que coloca os enfermeiros sob tensão desde a sua formação básica até ao desempenho diário da sua actividade profissional. O presente estudo decorre da constatação, enquanto enfermeira orientadora de alunos de enfermagem em estágios, que estes parecem constituir para os futuros enfermeiros, experiências vividas com elevados níveis de stresse, e da decorrente preocupação com a qualidade da relação estabelecida entre aluno-doente nessas circunstâncias. Trata-se de um estudo quantitativo, exploratório e retrospectivo, onde se procurou, numa amostra estratificada de 200 alunos, pertencentes ao curso de licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Beja, avaliar de que forma o stresse poderá influenciar a relação de ajuda do aluno que presta cuidados ao doente. Utilizou-se, como método de recolha de dados, o inquérito por questionário, que foi sujeito a um estudo piloto anterior à sua aplicação. Foi construída uma escala de 22 questões, organizadas segundo os factores de stresse mais evidentes em estagiários de enfermagem, como forma de estudar as representações dos alunos de enfermagem relativas à influência do stresse na relação de ajuda. Numa fase posterior, foi construído o Inquérito Global Final mais centrado na relação efectiva entre os dois conceitos, sendo a escala inicial reformulada e utilizadas escalas conceituadas e já validadas, tais como: Quoficiente de Vulnerabilidade ao Stresse de Serra (2000), Escala de Autoestima de Rosenberg (1965) e a Escala de Satisfação com a Vida de Diener (1985). A influência do stresse na relação de ajuda foi avaliada através de uma escala americana de Watson. Deary e Hoogbruin (2001), designada por CDI-35. à qual foi acrescentado um conjunto de mais 14 itens. Todas as escalas apresentaram boas qualidades psicométricas, quer previamente quer no presente estudo. Os resultados revelaram a existência de stresse perante a integração, a supervisão, as condições de trabalho, a competência individual e as relações interpessoais em estágio, influenciando os aspectos técnicos e de apoio presentes na relação de ajuda ao doente. Os resultados foram interpretados à luz da literatura revista, que corroboraram, sugerem implicações na formação educacional em Enfermagem e remetem para posteriores estudos de aprofundamento.
