Percorrer por autor "Rosa, Marta Filipa dos Santos"
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- Estilos parentais e problemas psicopatológicos em adolescentesPublication . Rosa, Marta Filipa dos Santos; Lemos, IdaO objetivo deste trabalho foi o de estudar de que forma os estilos educativos parentais podem contribuir para o aparecimento de psicopatologia na adolescência. Foram inquiridos 100 alunos do 2º e 3º ciclo de uma escola pública do distrito de Faro. Como forma de se analisar as relações entre as variáveis em estudo foram aplicados dois instrumentos, nomeadamente, o Parental Behavior Inventory, que mede as práticas de parentalidade e o Youth Self Report para avaliar os sintomas psicopatológicos nos adolescentes. Foi ainda utilizado o questionário de dados Sociodemográficos e Familiares de Nunes, Guimarães e Lemos (2011). De um modo geral, os resultados do estudo são os seguintes: a utilização de técnicas parentais positivas por parte das figuras parentais não estão associadas ao aparecimento de psicopatologia de tipo internalizado vs externalizado nos adolescentes da amostra em estudo, concluindo-se que quanto maior a utilização de práticas parentais positivas por parte da mãe, maior a agressividade verbal por parte dos adolescentes. No que respeita à supervisão parental, esta não surge relacionada com a presença de quaisquer psicopatologia do foro internalizante e externalizante. Relativamente à perceção da comunicação pais-filhos, no que respeita ao pai, a qualidade da comunicação não parece influenciar o aparecimento de psicopatologia de tipo internalizado nos adolescentes. Porém, a qualidade da comunicação com a mãe parece influenciar o aparecimento de problemas de relacionamento nos adolescentes da amostra em estudo. O mesmo não se verifica nas associações entre a comunicação pais-filhos e o aparecimento de psicopatologia do tipo externalizado. Relativamente ao grau de consistência parental, verificámos que a consistência parental não surge associada ao aparecimento de problemas psicopatológicos (internalizado vs externalizado).No que respeita ao controlo psicológico, verificamos que o controlo psicológico exercido pelo pai estava associado ao aparecimento do comportamento anti-social dos adolescentes da amostra em estudo. Por outro lado, o grau de responsividade parental não apresenta uma relação significativa com a psicopatologia auto-relatada. Relativamente à dimensão da família e estrutura familiare, contatamos que o número de irmãos não surge associado à presença de psicopatologia nos inquiridos. Já as estruturas familiares biparentais e monoparentais surgem associadas à presença de problemas internalizados. vi No que respeita ao sexo, o género feminino apresenta mais problemas de psicopatologia a nível de internalização e o género masculino mais problemas de externalização. Relativamente ao grupo etário, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas no que respeita ao aparecimento de psicopatologia de tipo internalizado segundo a idade dos adolescentes. Porém, observamos mais problemas de relacionamento nos rapazes com idades superiores a 13 anos. Já no âmbito da psicopatologia de tipo externalizado, os adolescentes com idades inferiores ou iguais a 13 anos apresentam mais problemas de externalização no que respeita à agressividade verbal, comportamento anti-social e na busca de atenção por parte dos pais.
- Sono, Cronotipo e Criatividade: Impacto no desempenho cognitivoPublication . Rosa, Marta Filipa dos Santos; Jesus, Saúl Neves de; Silva, Carlos Fernandes; Garcês, SoraiaO principal objetivo deste estudo é analisar possíveis relações entre o sono, o cronotipo, a criatividade e o seu impacto/relação com o desempenho cognitivo. A questão de investigação inicial é: estarão o sono, o cronotipo e a criatividade relacionados com o desempenho cognitivo? Colocou-se quatro objetivos de investigação: Objetivo 1: Perceber se existe uma relação entre o cronotipo e a criatividade, ou seja, de que forma a tipologia circadiana influencia a criatividade, assim como a influência de variáveis moderadoras e mediadoras (e.g., cognição, desempenho cognitivo, personalidade, funções cognitivas, sono) que impactam nesta relação; objetivo 2: Perceber se existe uma relação entre a personalidade marcada por características criativas com o cronótipo da manhã e da tarde; objetivo 3: Os cronotipos matutinos têm mais caraterísticas criativas do que os vespertinos e objetivo 4: Os cronotipos, matutino ou vespertino, e com mais caraterísticas criativas provenientes da cotação da Escala reduzida de Personalidade Criativa (Pocinho et al., 2020) apresentam maior desempenho cognitivo. Esta investigação é relevante na rentabilização de horários ideias e não ideias para a realização de tarefas cognitivas, pode ser útil na aplicação de testes neuropsicológicos, na avaliação psicológica, e na delineação mais adequada de protocolos de avaliação neuropsicológica. Este estudo tem implicações positivas para futuras investigações, podendo fornecer dados importantes para a criação de tarefas de estimulação e reabilitação cognitiva, em períodos de otimização cognitiva, tendo em conta o cronotipo. Não obstante, poderá permitir uma maior otimização das tarefas cognitivas em contexto escolar e clínico, e uma melhor adequação de instrumentos de avaliação psicológica, tendo em conta a qualidade e saúde do sono, o cronotipo e a criatividade, e de que forma esta confluência de fatores influência o desempenho cognitivo. Dada a existência de poucos estudos que avaliem a relação entre as variáveis suplementadas, considera-se fundamental a realização de mais investigações nesta área, com a inclusão de outras variáveis, testadas em grupos diferentes.
