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- Depressão e capacidade funcional em idosos do Baixo AlentejoPublication . Guerreiro, Elsa Cristina Martins; Pacheco, José Eusébio PalmaO envelhecimento constitui um período do ser humano, que está relacionado com as dificuldades que surgem nesta etapa da vida, e quando os idosos não apresentam estratégias para lidar com as perdas, a incapacidade, as doenças e as pressões que vão surgindo tornam-se mais vulneráveis à depressão. Assim a depressão constitui uma doença mental frequente nos idosos, que provoca grande sofrimento e perda da qualidade de vida, que muitas vezes tem como desfecho o suicídio. Neste sentido, este estudo teve como principais objetivos determinar os níveis de depressão nos idosos do Baixo Alentejo, verificar a influência dos aspetos sociodemográficos, e ainda avaliar o nível de capacidade funcional, de modo a relaciona-los com a presença de depressão. A amostra em estudo foi constituída por 100 idosos, residentes na comunidade em meio rural, do Baixo Alentejo, da freguesia de São Barnabé, concelho de Almodôvar, com idades entre 65 e 94 anos. Os resultados obtidos demostraram uma ocorrência de depressão de 55%. Quanto ao nível de capacidade funcional, verificámos que 91% apresentava incapacidade funcional na sua forma ligeira, 7% moderada, e 2% elevada. Verificou-se que alguns aspetos sociodemográficos influenciam a depressão, outros a capacidade funcional. Relativamente à relação entre a capacidade funcional e a depressão, os dados deste estudo revelaram que a incapacidade funcional influencia a depressão, sendo que todos os idosos que apresentaram níveis de incapacidade funcional (moderada ou elevada) apresentaram em paralelo ocorrência de depressão.
- Antioxidant and antidiabetic properties of medicinal plant infusionsPublication . Lourenço, Daniela Pedro; Carvalho, Isabel Saraiva deEste trabalho teve como objetivo principal a avaliação das atividades antioxidantes e antidiabéticas de sete plantas do Algarve. Para tal foram usadas infusões aquosas a quatro temperaturas diferentes (25, 50, 75 e 95°C), de forma a determinar qual a melhor planta e qual a melhor temperatura. As plantas testadas, selecionadas pela sua relevância na medicina tradicional e usadas comumente pelas populações, foram a Centaurium erythraea Rafn. (CE) ou fel-da-terra, a Cistus ladanifer L. (CL) ou esteva, a Myrtus communis L. (MC) ou murta, a Rosmarinus officinalis L. (RO) ou alecrim, e três tipos de tomilhos: Thymbra capitata (L.) Cav. (TC), Thymus albicans Hoffmanns & Link (TA) e o Thymus lotocephalus G. López & R. Morales (TL). As infusões foram feitas usando as partes aéreas das plantas secas (inicialmente reduzidas a um pó grosseiro). Destas 0,5 g foram adicionadas a 20 mL de água, previamente aquecida em banho-maria à temperatura desejada. Após 15 min (sem agitação) as infusões foram filtradas e devidamente armazenadas a - 20°C no congelador até à realização dos testes. No teor em conteúdo de fenólicos totais a infusão MC apresentou de um modo geral os valores mais elevados para as quatro temperaturas testadas (25, 50, 75 e 95°C) variando entre os valores médios de 356 e 383 mg GAE/g dw. A infusão CE por sua vez apresentou valores inferiores variando entre 43 e 50 mg GAE/g dw. No conteúdo de flavonoides totais a infusão CL obteve valores superiores às restantes plantas ao variar entre os 46 e 29 mg QE/g dw enquato na TC foram obtidos os valores inferiores, entre os 5 e os 8 mg QE/g dw. Na atividade antioxidante total ambas as infusões de CL e MC voltaram a apresentar os maiores valores e muitos próximos entre si, variando entre 404 e 615 mg AAE/g dw para a CL e entre 465 e 531 mg AAE/g dw para a MC. Os menores valores obtidos foram os da infusão CE que variaram entre 216 e 255 mg AAE/g dw. Quanto aos métodos redutores avaliados, RP e FRAP, a infusão MC demonstrou, mais uma vez, ter maior atividade do que as restantes variando entre 200 e 317 e 848 e 943 mg TE/g dw, respectivamente. Novamente a infusão de CE apresentou os valores inferiores em ambos os métodos variando entre 28 e 35 e 53 e 72 mg TE/g dw para o RP e FRAP, respetivamente. Relativamente à captura de radicais livres, nomeadamente no DPPH e no ABTS, a infusão MC foi uma vez mais a que apresentou melhores resultados, ou seja, valores de IC50 (concentração de extrato para a qual 50% dos radicais livres são capturados) mais baixos variando entre os 11 e os 15 μg/mL, enquanto a CE foi novamente a planta com os piores resultados, e neste caso com o IC50 mais elevado variando entre os 331 e os 446 μg/mL. Todas as infusões apresentaram valores menores de IC50 no método do DPPH quando comparados com os valores obtidos pelo método do ABTS. Foi seguidamente quantificada a proporção de amarelos, vermelhos e azuis das infusões obtidas a 25 e a 75°C, através de um método de análise de cor, sendo o amarelo a cor em maior proporção. Em simultâneo a atividade antidiabética foi avaliada pelo método da α- amilase sendo possível obter resultados nas infusões de MC, CL e CE. Para tal foi usada uma reta de calibração com acarbose e para a temperatura de 25ºC. A infusão CE apresentou o valor de 192, a CL obteve 674 e a MC obteve um valor de 2004 μg AcE/g dw. A 75ºC todas as infusões exceto a CE e a TC apresentaram actividade antidiabética, sendo que a CL obteve o maior valor com 946 μg AcE/g dw e a TA o menor valor com 154 μg AcE/g dw. O método da α-glucosidase foi testado para as infusões a 25ºC e mais uma vez a CL e MC foram as que apresentaram melhores valores (acima de 4000 mg AcE/g dw) e CE foi novamente a que obteve um valor inferior de 16 mg AcE/g dw. De toda a avaliação realizada neste estudo de um modo geral os melhores resultados foram obtidos nas infusões feitas a 75°C e, por outro lado, a 50°C os piores. As infusões obtidas a partir das plantas RO, TC, TA e TL (as aromáticas) apresentaram um comportamento semelhante em todos os métodos. Verificou-se também que as plantas aromáticas (RO, TC, TA e TL) foram ao longo dos métodos realizados as que sofreram uma maior variação de valores em cada temperatura de infusão, sugerindo que estas são mais influenciadas pela temperatura do que as restantes. O oposto foi verificado para as infusões de CE, CL e MC, sugerindo que mesmo variando a temperatura de extração, os compostos bioativos presentes prevalecem. Por fim, com o auxílio do programa SPSS® 22 foi possível fazer as correlações entre os diferentes métodos e verificou-se que as correlações eram significativas entre todos eles. Apesar de serem significativas, quando se correlaciona o TFC com os restantes métodos estas são menores e as melhores são do RP com o TPC e FRAP. Fizeram-se ainda três dendrogramas a partir dos quais é possível verificar as diferenças entre os métodos testados e as infusões. Para os métodos foram identificados três clusters, um com o TFC, outro com o TAA e os restantes constituem o terceiro cluster. Relativamente à análise por plantas outros três clusters foram identificados, um correspondente às infusões das plantas aromáticas, outro para as infusões MC e CL e finalmente a CE. No terceiro dendrograma são apresentadas todas as infusões a cada temperatura de extração e cinco clusters foram identificados, três deles com uma única infusão cada (CE, MC e CL), os outros dois correspondem, no geral, às infusões das plantas aromáticas mas agrupadas por temperaturas (25 e 50°C; 75 e 95°C). É possível concluir que, ao contrário da fel-da-terra (CE) que apresentou os piores resultados, plantas como a murta (MC) e a esteva (CL) têm um forte potencial antioxidante e antidiabético (ainda subaproveitado), essenciais para a prevenção e tratamento de muitas doenças inflamatórias, degenerativas e vários distúrbios, resultantes em grande parte do stress oxidativo.
- Infeções associadas aos cuidados de saúde: o caso da bactéria Staphylococcus aureus resistente à meticilinaPublication . Coelho, Maria Camila Faria Pereira; Faleiro, Leonor; Sebastião, Isabel Maria PiresEm 1944 foram reportados os primeiros casos de resistência à penicilina por Staphylococcus aureus, tendo sido o início de uma constante evolução dos mecanismos de resistência desta bactéria multirresistente face a novos antibióticos introduzidos. Hoje em dia, a bactéria Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA) é considerada uma das principais responsáveis pelas Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde quer a nível europeu, quer a nível mundial. De facto, estima-se que, em 2008, mais de 380,000 Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde estavam correlacionadas a bactérias multirresistentes, das quais 44% estavam associadas a infeções provocadas por MRSA. Apesar da percentagem de isolados de MRSA manter-se estável ou mesmo a diminuir na grande maioria dos países pertencentes à União Europeia e Espaço Económico Europeu (EEA), Portugal continua a apresentar níveis preocupantes destes isolados atingindo uma taxa de resistência de 47,4 % em 2014. Atualmente, a vancomicina é o fármaco antimicrobiano mais prescrito para o tratamento de infeções provocadas por MRSA, contudo a preocupação com as limitações terapêuticas da vancomicina, devido à evolução da resistência e reduzida atividade bactericida, levou à necessidade de se introduzir novos agentes antiestafilocócicos. Dentro destas novas abordagens terapêuticas destacam-se os antibióticos dalbavancina, oritavancina, tedizolida, ceftobiprole, assim como outras alternativas antiestafilocócicas em desenvolvimento. Esta monografia tem como objetivo demonstrar o impacto de das estirpes MRSA nas Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde e apresentar medidas futuras com a finalidade de diminuir a prevalência e incidência desta bactéria multirresistente.
