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- A inclusão das pessoas com perturbação do desenvolvimento intelectual no interior algarvioPublication . Évora, Cátia Pinto; Luísa, Cláudia Cristina GuerreiroO presente trabalho de investigação insere-se no mestrado em Educação Especial- Domínios Cognitivo e Motor, da Universidade do Algarve e tem como objetivo conhecer o modo de vida das pessoas com PDI no domínio escolar, profissional, social e familiar bem como perceber se estes contribuem para a sua inclusão na sociedade. O método de investigação utilizado neste estudo foi de natureza qualitativa e descritiva. O estudo decorreu no concelho de Silves, na freguesia de São Bartolomeu de Messines, no Algarve, tendo como foco principal a Casa do Povo. Contudo, antes da escolha do campo de estudo realizou-se um diagnóstico de levantamento de dados sobre o número de pessoas com deficiência no concelho e as respostas sociais existentes, através da realização de nove entrevistas semiestruturadas aos responsáveis pela intervenção social nas cinco freguesias do concelho. Esta recolha de dados permitiu concluir que a freguesia de São Bartolomeu de Messines era a que apresentava um levantamento mais detalhado, conhecendo o número aproximado de pessoas com deficiência (50) e dinamizando um plano de intervenção para minimizar as dificuldades apresentadas pelos mesmos, onde se destaca o projeto “Sorrir M”, coordenado pela Casa do Povo. Após a delimitação do campo de estudo, os dados foram recolhidos através da técnica da entrevista semiestruturada, aplicada individualmente a sete utentes da Casa do Povo, a quatro famílias e a três técnicos do projeto “Sorrir M”. Os resultados recolhidos revelam uma grande dificuldade de integração a nível social, escolar e profissional das pessoas com PDI (Perturbação do Desenvolvimento Intelectual), principalmente a partir do momento em que terminam a escolaridade obrigatória.
- A perceção dos professores do 3.º ciclo face à inclusão de alunos com necessidades educativas especiaisPublication . Florêncio, Filipa Alexandra Severino; Guerreiro, Manuel da ConceiçãoO presente trabalho tem por objetivo conhecer as perceções dos professores de ensino regular face à nova legislação, no caminho de uma escola inclusiva, e pretende compreender a perceção dos docentes relativamente à inclusão de alunos com necessidades educativas especiais no 3.º ciclo do ensino básico. O quadro teórico aborda o enquadramento legal da inclusão educativa no contexto das escolas regulares, tendo em atenção os alunos com necessidades educativas especiais, e o papel dos professores do ensino regular e da educação especial. No enquadramento metodológico, este trabalho de investigação estrutura se segundo uma natureza qualitativa, no paradigma interpretativo, adotando uma amostra intencional, que serve como meio facilitador da investigação, conseguindo, desta forma, uma recolha de elementos e dados que ajudam e enriquecem a construção de um caminho de partilha de todo o processo de ensino e de aprendizagem. Os dados recolhidos, junto dos professores de uma turma do 3.º ciclo do ensino básico, de um agrupamento de escolas do distrito de Faro, consubstanciaram se em duas entrevistas semiestruturadas, uma no início do ano letivo (2018/19) e outra no final do mesmo ano letivo. Os dados resultantes das entrevistas foram tratados com análise de conteúdo, atendendo as dimensões de formação, inclusão e colaboração. A análise dos resultados obtidos revela que os professores estão sensibilizados para as vantagens da escola inclusiva e consideram-na vantajosa para todos os alunos. Todavia, consideram que, para a escola ser verdadeiramente inclusiva é necessário investir na formação de professores na área das necessidades educativas especiais tanto a nível da formação inicial como a nível da formação contínua. Os professores referem ainda que os alunos com necessidades educativas especiais se encontram integrados, mas não estão incluídos, e para que esta inclusão seja possível, afirmam que deverá existir uma maior colaboração entre docentes, um trabalho colaborativo entre professores do ensino regular e da educação especial, por forma a conseguir um ensino mais individualizado e o sucesso destes alunos, de todos os alunos.
- As literacias e os desafios da sociedade da informação: estudo exploratório com jovens de 18 a 35 anosPublication . Fernandes, Fernando Adriano Aires; Quintas, HelenaA investigação sobre as literacias tem obtido grande destaque no campo das Ciências da Educação, da Informação e Comunicação. O estudo exploratório que aqui se apresenta resultou de uma investigação que analisou as relações entre competências transversais e as literacias nas diferentes esferas da atividade humana. Emergiram, de acordo com a literatura de referência, 3 linhas fundamentais de pesquisa: i) de caráter teórico - interface entre os conceitos de literacia, competências-chave, sociedade da informação ou do conhecimento; ii) cariz epistemológico - associado às metodologias extensivas de avaliação da literacia empreendidas por organizações internacionais; iii) e uma visão mais prática ligada ao processo desenvolvido para a operacionalização de instrumentos de análise dos níveis de competências de jovens entre os 18 e os 35 anos para compreender como enfrentam os desafios das sociedades do conhecimento. A metodologia utilizada insere-se na tradição qualitativa da investigação. Objetivou-se através da aplicação de um inquérito por questionário que permitiu obter indicadores sobre o contexto social, económico e cultural, práticas de leitura, escrita e cálculo e de 3 provas de literacia em prosa, documental e numeracia que simularam situações do quotidiano. Procurou-se perceber a existência de discrepâncias nos desempenhos nas três escalas de literacia, cruzar os perfis de literacia dos jovens com as variáveis prevista (idade, género, condição social e económica, capital escolar declarado, nível educativo dos pais, etc.), identificar as tarefas representativas de situações do quotidiano que apresentam maior dificuldade e relacionar as práticas de literacia (leitura, escrita e numeracia) e os níveis de literacia. A análise indutiva dos dados possibilita concluir que: i) os resultados mais negativos caracterizam-se pela pouca capacidade de mobilização de competências transversais e se registam na Literacia Documental que envolve informação inserta em textos descontínuos (listas, gráficos e tabelas); ii) entre os baixos níveis de escolaridade e o reduzido capital de competências nas 3 dimensões existe uma relação de linearidade; iii) ambientes familiares onde ocorrem os primeiros processos de socialização, caracterizados por carência de habilitações académicas e de recursos literários, são quase premonitórios dos desempenhos mais negativos. Sublinha-se, em ordem às limitações técnicas e logísticas, que a problemática da avaliação das literacias é demasiado abrangente e complexa para se esgotar nesta dissertação e salienta-se a importância da construção de instrumentos eficazes para avaliação das literacias.