UA02-Agregações
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Percorrer UA02-Agregações por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Naturais"
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- Documentos das provas de agregação de Maria Dulce Carlos Antunes. Titulo da Lição: Sustentabilidade no manuseamento pós-colheita de frutosPublication . Antunes, Maria DulceRelatório de Unidade Curricular sobre o programa, conteúdos e métodos de ensino. Para apreciação em provas de agregação em Ciências Agrárias de acordo com a alínea ii) do ponto 3 do art. 4º do Regulamento de Atribuição do Título Académico de Agregado da Universidade do Algarve publicado em anexo ao Despacho n.º 2251/2020 ao abrigo do nº 2 do artº 4º do Decreto-Lei nº 239/2007, de 19 de junho. O presente relatório destina-se à obtenção do título académico de Agregado, segundo o Artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 239/2007 de 19 de junho, incluindo o programa, os objetivos, os conteúdos e os métodos de ensino da unidade curricular (UC) “Tecnologia Pós-colheita”. A UC “Tecnologia Pós-colheita” é obrigatória no 3º ano, 2º semestre, da Licenciatura em Agronomia (1º ciclo) da Universidade do Algarve. Esta UC tem 6 ECTS (European Credit Transfer and Accumulation System) correspondentes a 28 horas de aulas teóricas, 28 horas de aulas práticas laboratoriais e 100 horas de trabalho autónomo, pertencendo à Área Científica de Ciências Agrárias da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade do Algarve. O código CNAEF (Classificação Nacional de Áreas de Educação e Formação) aplicado é o 621 (Produção Agrícola e Animal) e o seu contributo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) correspondem aos números 2-Erradicar a fome, 12-Produção e consumos sustentáveis e 13-Ação climática.
- Documentos das provas de agregação de Maria Margarida da Cruz Godinho Ribau Teixeira. Titulo da Lição: Tratamento de Águas Residuais em AquaculturaPublication . Ribau Teixeira, MargaridaO relatório pedagógico aqui apresentado refere-se à unidade curricular intitulada “Tratamento de efluentes em aquacultura” apresentado no âmbito de Provas Púbicas de Agregação na Universidade do Algarve segundo o Decreto-Lei (DL) nº 239/2007, de 19 de junho. O artigo 5º, alínea b), do referido DL explicita que as provas de agregação são constituídas “pela apresentação, apreciação e discussão de um relatório sobre uma unidade curricular, grupo de unidades curriculares, ou ciclo de estudos, no âmbito do ramo do conhecimento ou especialidade em que são prestadas as provas”. A aquacultura tem registado um crescimento acelerado associado às necessidades de alimentação da população e ao declínio mundial dos mananciais de recursos biológicos aquáticos (Nayor et al., 2000). À medida que a população humana continua a aumentar, a potencial relevância da produção aquícola como fonte de proteína também aumenta. Prevê-se que o contributo da aquacultura para o consumo humano aumente de 55% (média no período 2019-2021) para 59% em 2031 (OECD, 2022). Os sistemas de aquacultura em tanques de produção geram águas residuais contendo grande quantidade de azoto (N) e fósforo (P) inorgânicos e material orgânico (Yang et al., 2017; Dauda et al., 2019). Em regimes de aquacultura intensivos, com recurso exclusivo a alimentação artificial (ex.: rações, alimento vivo) e densidade superior de organismos, apenas uma pequena proporção do alimento fornecido é convertido em biomassa (ca. 4,0-27,4%, Dauda et al., 2019). A acumulação de alimento e o elevado número de organismos nos tanques origina a deterioração da qualidade da água (Huang et al., 2016), com efeitos negativos na saúde e produtividade de algumas espécies cultivadas (Hu et al., 2014). Outra preocupação ambiental importante em relação à aquacultura intensiva é a descarga de águas residuais em ecossistemas aquáticos naturais, sem tratamento prévio. Estas águas residuais contaminam a coluna de água e o sedimento, com potenciais impactes negativos nos ecossistemas recetores (ex.: proliferações nocivas de algas). Este problema agrava-se aquando da drenagem completa da água do tanque de cultivo, normalmente realizada no final de cada ciclo de produção da aquacultura (Yang et al., 2017). Tal prática pode alterar rapidamente a concentração de nutrientes e matéria orgânica no ambiente recetor, aumentando o risco de eutrofização do sistema (Hlavác et al., 2014). Desta forma, há necessidade de instalar sistemas de tratamento águas residuais de aquacultura, usando métodos físicos, químicos e biológicos, com vista à melhoria da qualidade da água e produtividade nos tanques de aquacultura e da água descarregada no ambiente recetor. A estratégia para a aquacultura portuguesa, entre 2021-2030, prevê, no objetivo “Adaptações às alterações climáticas e atenuação dos seus efeitos”, a otimização das unidades de produção aquícola através da implementação de sistemas de recirculação de água (RAS) (DGRM, 2022). Estes sistemas têm como vantagens a redução do consumo de água e uma melhor qualidade da água (e, portanto, um menor volume de água usado e de águas residuais produzidas), o maior controlo dos parâmetros ambientais (temperatura, oxigénio dissolvido, fotoperíodo e turvação da água), e o isolamento do stock produzido (eliminando a ameaça de fuga do peixe produzido para o ambiente) (DGRM, 2022). A unidade curricular (UC) Tratamento de Águas Residuais em Aquacultura foca-se nas soluções tecnológicas relacionadas com o tratamento destas águas residuais. Assim, esta unidade curricular tem como principal objetivo fornecer conhecimento sobre o tratamento da água, que permita aos estudantes o entendimento das bases das soluções existentes para fazer face às alterações da qualidade e poluição da água em aquaculturas. A UC Tratamento de Águas Residuais em Aquacultura integra-se no curso de Mestrado em Aquacultura e Pescas. Contudo, pode ser oferecida em outros cursos de mestrado na área de ciências ou engenharia do ambiente, ou áreas afins. Os conhecimentos adquiridos nesta unidade curricular poderão também ser aplicados pelos estudantes que prossigam para programas de doutoramento, designadamente o Doutoramento em Ciências do Mar, da Terra e do Ambiente ou Ciências Biotecnológicas, ambos da Universidade do Algarve.
