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Percorrer ESS1-Teses por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "12:Produção e Consumo Sustentáveis"
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- Abordagem integrada para a identificação, análise e mitigação de riscos ocupacionais no banco alimentar do Algarve: aplicação dos métodos Marat, Niosh e William T. FinePublication . Oliveira, Sérgio António Fonseca de; Sousa, AntónioO presente trabalho teve como objetivo identificar, analisar e mitigar os riscos ocupacionais associados às atividades logísticas desenvolvidas nas unidades de Faro e Portimão do Banco Alimentar do Algarve. Para tal, adotou-se uma abordagem metodológica integrada, que conjuga os métodos MARAT, NIOSH e William T. Fine. A aplicação do MARAT permitiu uma avaliação sistemática dos riscos existentes, com a atribuição de Níveis de Intervenção (NI), destacando-se diversos riscos classificados como NI I e NI II, exigindo atuação imediata ou prioritária. A aplicação da equação de NIOSH permitiu calcular os Índices de Levantamento (IL), demonstrando a eficácia potencial de medidas corretivas simples. O método de William T. Fine foi aplicado aos riscos classificados como NI I, permitindo hierarquizar essas intervenções com base no custo e na urgência. As propostas incluem reorganização do layout, aquisição de equipamentos ergonómicos e formação dos colaboradores. Os resultados revelaram contrastes significativos entre as duas unidades: Faro apresenta condições estruturais deficitárias, com layout improvisado e elevada exposição a riscos ergonómicos e mecânicos; Portimão, por sua vez, dispõe de uma estrutura mais adequada, mas enfrenta desafios na organização dos fluxos logísticos e no empilhamento em altura. Foram propostas medidas corretivas ajustadas à realidade de cada unidade, incluindo soluções técnicas e organizacionais, formação prática, delimitação de espaços e aquisição de equipamentos ergonómicos de apoio. Este estudo reforça a importância da avaliação de riscos com recurso a metodologias combinadas, demonstrando a sua aplicabilidade em contextos logísticos do setor social, muitas vezes desprovidos de soluções sistematizadas. Os resultados obtidos permitem não só melhorar as condições de trabalho nas unidades analisadas, como também oferecer um modelo de referência replicável por outras organizações com dinâmicas semelhantes.
- Avaliação dos riscos químicos na exposição ocupacional dos trabalhadores de manutenção em piscinasPublication . Silva, Adriana Maria Pimentel; Braz , Nídia Maria Dias Azinheira Rebelo; Marques , Ezequiel AntónioA manutenção de piscinas envolve riscos químicos significativos que podem afetar a saúde e a segurança dos técnicos responsáveis por essa atividade. Este estudo investigou esses riscos por meio de duas abordagens em simultâneo: estudo de caso numa empresa de manutenção e limpeza de piscinas com sede no Algarve e um estudo descritivo transversal, utilizando um questionário online e anónimo destinado a técnicos de piscinas de todo o país. Na primeira parte, ocorreram visitas técnicas para avaliar as condições de segurança e saúde no trabalho. O estudo abrangeu uma amostra de 34 piscinas mantidas pela empresa, realizando uma análise detalhada tanto da caracterização das piscinas quanto das condições de armazenamento dos produtos químicos e da disponibilização de EPIs. Durante as visitas, constatou-se que, embora os EPIs estejam disponíveis, nenhum técnico faz uso regular deles. O estudo revelou que os trabalhadores têm mais preocupação com riscos imediatos, como acidentes graves, do que com doenças de longo prazo, o que afeta a adesão a práticas de segurança. Além disso, identificou-se que muitos técnicos trabalham mais de 50 horas por semana, o que pode contribuir a níveis elevados de estresse e riscos de acidentes. Com base nos resultados, recomenda-se à empresa algarvia que implemente EPIs em todos os postos de trabalho e promova a conscientização contínua entre os técnicos sobre a importância do uso desses equipamentos para garantir a segurança e saúde. A segunda parte do estudo consistiu em um questionário online anónimo com 31 perguntas, abrangendo questões sobre características sociodemográficas, distrações durante a atividade profissional e conhecimentos sobre riscos químicos. O questionário foi distribuído a técnicos de piscinas em todo Portugal. Foi observado que nem todas as empresas fornecem EPIs de maneira adequada e, mesmo quando disponibilizados, o uso regular pelos técnicos não ocorre por escolha própria, mas por exigência dos clientes.
