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A Abordagem farmacológica da DPOC e as iminentes mudanças de paradigma

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Resumo(s)

Chronic obstructive pulmonary disease (COPD) has been a major public health problem and will continue to be a challenge for physicians in the 21st century. Globally, it is at the center of attention due to its high prevalence, morbidity and mortality, creating challenges for health systems. In 2019, COPD was the third most common cause of death (in terms of age-standardized mortality rate) worldwide, accounting for 3.3 million deaths. The treatment of COPD involves the administration of medications via inhalation, with the selection of drugs and devices being crucial in reducing symptoms and the risk of exacerbations. Among the various types of inhalation devices, pressurized metered-dose inhalers (MDIs) are the most commonly prescribed and used by COPD patients worldwide. These devices use hydrofluoroalkanes (HFA) as propellants, which have greenhouse effect and contribute to global warming. In 2018, MDIs were responsible for direct emissions of approximately 18 million tons of carbon dioxide (CO2) placing them under the scope of the European Union (EU) Fluorinated Gases Regulation. This situation has put the continued use of MDIs at risk, as the EU aims to phase them out. New strategies are required to minimize or eliminate the environmental impact of MDIs, while ensuring that new devices maintain or improve therapeutic efficacy so that the many thousands of patients with controlled disease can continue their treatment. This paradigm shift has driven the scientific community and pharmaceutical companies to seek new therapeutic solutions for COPD. This dissertation aims to conduct a literature review on the development of new alternatives and solutions for COPD therapy.
A doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) tem sido um importante problema de saúde pública e continuará a ser um desafio para os médicos no século XXI. A nível mundial, encontra-se no centro das atenções pela sua elevada prevalência, morbilidade e mortalidade, criando desafios para os sistemas de saúde. Em 2019, a DPOC foi a terceira causa de morte mais comum (em termos de taxa de mortalidade padronizada por idade) em todo o mundo, tendo sido responsável por 3,3 milhões de mortes. O tratamento da DPOC, envolve a administração dos fármacos por via respiratória, sendo a seleção dos fármacos e do tipo de dispositivos a usar fundamental para reduzir sintomas e risco de exacerbação. Entre os vários tipos de dispositivos de inalação, os inaladores pressurizados com válvula doseadora (MDIs) são os mais prescritos e utilizados pelos doentes com DPOC em todo o mundo. Estes dispositivos utilizam hidrofluoroalcanos (HFA) como propelentes, os quais contribuem para o efeito estufa e para o aquecimento global. Os MDIs foram responsáveis por emissões diretas de aproximadamente 18.000.000 de toneladas equivalentes de dióxido de carbono (CO2) em 2018, colocando-os no âmbito do Regulamento sobre Gases Fluorados na União Europeia (EU). Este fato colocou a utilização dos MDIs em risco, porque a EU pretende que deixem de ser utilizados. São necessárias novas estratégias para que o impacto ambiental dos MDIs seja mínimo ou nulo, mas em simultâneo pretende-se que os novos dispositivos ou formulações apresentem uma eficácia terapêutica igual ou superior para que os muitos milhares de doentes que têm a doença controlada assim continuem. Esta mudança de paradigma tem impulsionado a comunidade científica e a indústria farmacêutica a encontrar novas soluções terapêuticas para a DPOC. A presente dissertação tem como objetivo fazer uma revisão bibliográfica sobre o desenvolvimento de novas alternativas e soluções para a terapêutica da DPOC.

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Palavras-chave

DPOC Gases fluorados Inaladores MDIs Pegada de Carbono Propelentes

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