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Entradas recentes
- Infeções urinárias: abordagem no contexto de farmácia comunitáriaPublication . Costa, Andreia Filipa Fernandes Alves da; Ramalhinho, Isabel Maria Pires SebastiãoAs infeções do trato urinário representam uma das doenças bacterianas mais prevalentes na prática clínica, com elevada incidência em mulheres jovens, a família das Enterobacteriaceae são as principais responsáveis, sendo a Escherichia coli o agente etiológico predominante. Para além do impacto clínico, a crescente resistência aos antibióticos dificulta a terapêutica empírica, exigindo estratégias de racionalização no uso de antibióticos. No contexto da farmácia comunitária, o farmacêutico assume um papel determinante na deteção precoce e gestão das infeções do trato urinário. A disponibilização de testes rápidos de despiste urinário permite detetar a presença de leucócitos, nitritos e sangue, funcionando como ferramenta de apoio ao aconselhamento, ao encaminhamento médico adequado e, em determinados contextos, à decisão terapêutica. Estes testes aumentam a acessibilidade ao diagnóstico inicial, promovem uma intervenção atempada e contribuem para reduzir consultas médicas desnecessárias. Paralelamente, em diversos países europeus, têm sido implementados modelos inovadores que conferem ao farmacêutico a possibilidade de prescrição de antibióticos em casos de infeções do trato urinário não complicadas, mediante critérios clínicos bem definidos. Esta prática tem demonstrado benefícios na redução do tempo de início do tratamento, na melhoria da adesão terapêutica e na diminuição da pressão sobre os cuidados de saúde primários, sem comprometer a segurança do doente. A integração destes serviços em farmácia comunitária, aliada ao aconselhamento em medidas preventivas e à monitorização da terapêutica, contribui para uma abordagem mais eficiente e sustentável na gestão das infeções do trato urinário. Assim, a farmácia comunitária emerge como um pilar fundamental no combate às infeções urinárias, conciliando proximidade ao doente, promoção da literacia em saúde e reforço do uso racional de antibióticos.
- Eficácia da utilização de Thiamidol® em produtos cosméticos na abordagem da hiperpigmentaçãoPublication . Baião, Beatriz Isabel Gonçalves; Nascimento, TâniaA hiperpigmentação cutânea é uma condição comum que afeta significativamente a qualidade de vida dos indivíduos, sendo mais prevalente em mulheres entre os 30 e os 50 anos e em fototipos cutâneos mais elevados. O Thiamidol®, um inibidor seletivo da tirosinase humana, tem vindo a destacar-se como uma alternativa promissora aos agentes despigmentantes clássicos, como a hidroquinona. Esta dissertação teve como objetivo avaliar, através de uma revisão sistemática da literatura científica, a eficácia e segurança do Thiamidol® na abordagem da hiperpigmentação facial. Foi realizada uma pesquisa na Pubmed e Web of Science, utilizando uma equação de pesquisa desenvolvida para o efeito e incluídos ensaios clínicos que avaliassem a eficácia e segurança de produtos de aplicação sobre a pele do rosto contendo apenas Thiamidol® como agente despigmentante. Foram incluídos 8 ensaios clínicos, desenvolvidos maioritariamente em mulheres, com condições clínicas de como melasma, hiperpigmentação pós-inflamatória e lentigos solares, os quais demonstraram reduções estatisticamente significativas nos principais desfechos clínicos (Índice de Área e Gravidade do Melasma modificado, Ângulo de Tipologia Individual e índice de melanina), com boa tolerabilidade e baixo risco de efeitos adversos. A eficácia foi observada tanto em formulações isoladas como em regimes combinados, com ou sem fotoproteção. Os dados obtidos sustentam a utilização do Thiamidol® como uma estratégia eficaz e segura na gestão de condições de hiperpigmentação, com base científica sólida e aplicabilidade prática em contextos clínicos e cosméticos.
- Angina de peito: revisão bibliográfica da abordagem diagnósticaPublication . Marta, Susana Sofia Évora; Júlio, Isabel; Serralheiro, AnaA “dor no peito” é uma das principais queixas mais comuns tanto no serviço de urgência quanto nos serviços de cuidados primários. Estima-se que 20% a 40% da população em geral sofrerá de dor no peito em algum momento da sua vida. Alguns autores referem que a prevalência da angina de peito nos países desenvolvidos encontra-se entre 2% a 7%. A angina de peito resulta de isquemia miocárdica, sendo uma preocupação clínica primária em doentes que apresentam sintomas torácicos. A isquemia miocárdica ocorre através de um desequilíbrio entre as necessidades e o aporte de oxigénio ao miocárdio, resultando em um aporte insuficiente de oxigénio para atender às necessidades metabólicas do coração. A causa mais comum da angina de peito é a doença arterial coronária, a qual poderá ocorrer com obstrução das artérias coronárias ou sem obstrução das artérias coronárias. Uma abordagem centrada no indivíduo, combinando estratégias farmacológicas, interventivas e de estilo de vida, é essencial para a gestão da angina, redução do risco cardiovascular e melhoria da qualidade de vida O tempo é crucial na gestão da síndrome coronária aguda e a fatalidade subsequente pode ser significativamente diminuída com a confirmação rápida do diagnóstico deste quadro clínico e da abordagem terapêutica de acordo com as guidelines estabelecidas. Os exames de diagnóstico são morosos e as troponinas cardíacas, por vezes, não são consideradas fidedignas, pois os seus níveis aumentam apenas cerca de três horas após o início dos sintomas. Daí a importância de que novos biomarcadores, com maior sensibilidade e especificidade, devam ser identificados para auxiliarem no diagnóstico rápido e precoce. Apesar de ainda não existirem biomarcadores de referência para a deteção específica de angina de peito, os biomarcadores citados parecem ser promissores. Será necessário desenvolver novos estudos para validar e confirmar esses resultados.
- Abordagens químio-terapêuticas para neoplasias pancreáticasPublication . Francisco, Bernardo Miguel Vieira; Cristiano, Maria de Lurdes dos SantosAs neoplasias pancreáticas estão entre as neoplasias mais desafiantes do ponto de vista clínico, sendo o adenocarcinoma ductal pancreático (ADP) a sua forma mais prevalente e agressiva. A abordagem terapêutica depende essencialmente da localização e do estádio do tumor. Nos casos em que a neoplasia se encontra na região da cabeça do pâncreas, o procedimento cirúrgico de eleição é a pancreatoduodenectomia (procedimento de Whipple). Já quando o tumor está localizado no corpo ou na cauda pancreática, a opção preferencial é a pancreatectomia distal. Estas abordagens cirúrgicas constituem a única possibilidade de cura, embora apenas uma pequena percentagem de doentes seja diagnosticada em fase ressecável. Perante este cenário, a quimioterapia assume um papel central, tanto em contexto adjuvante como paliativo. Um dos principais esquemas utilizados é o FOLFIRINOX, uma combinação de 5-fluorouracilo, leucovorina, irinotecano e oxaliplatina, que tem demonstrado maior eficácia em termos de sobrevivência global, embora associada a toxicidade relevante. Outra opção é a associação de gemcitabina com nab-paclitaxel, que apresenta bons resultados clínicos, sobretudo em doentes não candidatos ao FOLFIRINOX. Neste contexto, a investigação de novas abordagens terapêuticas é essencial. As terapias-alvo têm surgido como uma abordagem promissora, permitindo uma maior seletividade e redução da toxicidade. Paralelamente, a imunoterapia tem ganho destaque, explorando o papel do sistema imunitário no reconhecimento e destruição das células tumorais. Assim, esta dissertação tem como objetivo analisar em detalhe o ADP, explorando as opções terapêuticas atualmente disponíveis, os seus mecanismos de ação, eficácia e limitações, bem como perspetivar potenciais avanços no tratamento através de terapias-alvo e imunoterapia.
- Alopecia como efeito colateral dos tratamentos em uso para o Cancro do Colo do Útero: possíveis terapêuticas preventivasPublication . Sardinha, Beatriz Ferreira; Cristiano, Maria de Lurdes dos SantosO cancro do colo do útero é um dos cancros mais comuns em mulheres, tendo sido o quarto cancro mais mortal na Europa e em Portugal, dos 30 aos 64 anos, em 2022. A infeção persistente pelo vírus do papiloma humano (HPV) é o principal fator etiológico da evolução do cancro do colo do útero, sendo este uma das principais causas de morte em países em desenvolvimento. O cancro está associado a um crescimento descontrolado de células, com uma elevada taxa de proliferação e de metastização. Os tratamentos oncológicos indicados para o cancro do colo do útero em estadiamentos avançados e metastizados são a quimioterapia e radioterapia. A quimioterapia é o principal fator responsável pelo desenvolvimento da alopecia, devido ao mecanismo de ação dos fármacos antineoplásicos. A principal limitação da quimioterapia clássica é a baixa seletividade para alvos de células cancerígenas, daí resultando toxicidade em células saudáveis. As células do folículo capilar apresentam uma elevada taxa de proliferação, semelhante às características do crescimento da massa cancerígena, tornando-se alvos não intencionais dos fármacos antineoplásicos. Atualmente, a gestão dos efeitos secundários da quimioterapia, nomeadamente da alopecia, permanece um desafio com impacto significativo na qualidade de vida dos doentes, essencialmente em mulheres com cancro do colo do útero. Ao longo da dissertação é relacionado o mecanismo de ação dos principais fármacos incluídos na terapia oncológica do cancro do colo do útero, como o Paclitaxel (Inibidor dos Microtúbulos), a Cisplatina (um agente metalante do ADN), e outros fármacos antitumorais usados na terapêutica do cancro cervical, com o desenvolvimento da alopecia. Adicionalmente, a dissertação investiga métodos de prevenção e de tratamento, analisando o seu potencial e a eficácia com base em estudos pré-clínicos e clínicos disponíveis. A monografia visa fornecer uma análise abrangente da problemática da alopecia em contexto oncológico associado ao cancro do colo do útero, baseada numa revisão cuidada da bibliografia disponível. É destacada a necessidade de mais investigação para otimizar a terapia de suporte ao efeito adverso e é enfatizado o papel fundamental do farmacêutico na prevenção, gestão e acompanhamento da doença, focando-se essencialmente na educação para a saúde e nas necessidades do doente.
- Terapias hormonais de afirmação de géneroPublication . Prata, Mafalda Mourinho; Serralheiro, Ana Isabel AzevedoA incongruência de género carateriza-se por uma discordância entre o sexo atribuído à nascença e a identidade de género. Na presença de um estado de sofrimento ou desconforto individual associado, denomina-se disforia de género. A nível mundial estimou-se, no ano de 2024, que cerca de 2% da população se identificava como transgénero. Apesar de algum desconhecimento acerca da sua etiologia, está bem estabelecida a necessidade de intervenção terapêutica nestas condições, que pode incluir transição social e/ou médica (hormonal e cirúrgica) do indivíduo. A transição social é mais comumente aplicada em crianças, enquanto que nos adolescentes mais jovens, o tratamento se inicia por supressores de puberdade (análogos da hormona libertadora de gonadotrofinas) e, numa fase mais avançada, passa para uma terapêutica indutora da puberdade feminina ou masculina com estrogénio ou testosterona, respetivamente. No caso dos adultos, realiza-se terapia hormonal feminizante (com estrogénio e anti-androgénios) ou masculinizante (testosterona), podendo esta ser complementada com procedimentos cirúrgicos de modo a melhorar a correspondência entre o corpo e o género com que se identificam. O papel do farmacêutico dentro da equipa multidisciplinar que acompanha o indivíduo trans pode ser essencial ao nível da educação e aconselhamento, na gestão da terapia, no cuidado preventivo, na implementação de estratégias de redução de riscos e na investigação clínica. A evidência científica corrobora que as intervenções médicas de afirmação de género aportam melhorias significativas na saúde mental do indivíduo, com redução de sentimentos depressivos e de disforia de género, menor desconforto com o corpo e melhoria na qualidade de vida em geral.
- Abordagem terapêutica da laminite em equinosPublication . Rito, Catarina de Seruca; Serralheiro, Ana Isabel AzevedoA laminite é uma doença que afeta os membros dos equinos, mais especificamente nos tecidos chamados lâminas, que unem a 3ª falange ao casco. Trata-se de uma doença que causa uma grave claudicação e mal-estar no animal, para além de estar associada a uma elevada taxa de mortalidade. Normalmente a carreira atlética do cavalo termina quando é realizado o diagnóstico, e no pior dos cenários, pode ser mesmo necessária a eutanásia do animal, se este se encontrar em grande sofrimento. Esta patologia pode ser de natureza aguda ou crónica. Atualmente não existe consenso quanto aos seus mecanismos fisiopatológicos, tendo sido propostas várias teorias, entre elas, a teoria inflamatória, a vascular, a enzimática, a metabólica e a traumática. Sabe-se que o seu desenvolvimento advém essencialmente da rutura da integridade estrutural da ligação derma-epidérmica, mais precisamente da perda de aderência das células epiteliais basais das lamelas epidérmicas às lamelas dérmicas subjacentes. A definição da terapêutica mais eficiente para o tratamento da laminite é das questões que mais levanta dúvidas entre médicos veterinários e ferradores. De entre as várias terapêuticas farmacológicas utilizadas destacam-se por exemplo, a terapêutica com fármacos anti-inflamatórios, onde a fenilbutazona e a flunixina meglumina se destacam; analgésicos, sendo os opioides os mais utilizados; fármacos com propriedades vasodilatadoras, como a acetilpromazina e fenoxibenzamina; e finalmente os anti-trombóticos, como a heparina e o ácido acetilsalicílico. Sob o ponto de vista não farmacológico, também são várias as medidas que se podem implementar, como por exemplo a crioterapia, alterações alimentares e suporte biomecânico dos cascos, todas com o intuito de se combinarem com a terapêutica farmacológica.
- Telomerase como alvo terapêutico: potencial e desafios dos inibidores da telomerase na terapêutica anticancerígenaPublication . Ramos, Filipa Soares; Cristiano, Maria de Lurdes dos SantosO cancro encontra-se atualmente nas principais causas de morte em todo o mundo. Apesar dos avanços significativos na investigação oncológica, subsiste a necessidade de identificar novos alvos terapêuticos que possibilitem o desenvolvimento de compostos inovadores, capazes de aumentar a eficácia dos tratamentos atualmente disponíveis. A telomerase é uma holoenzima com atividade de transcriptase reversa existente a nível celular, que tem como principal função o elongamento das sequências terminais protetoras de ácido desoxirribonucleico (ADN) dos cromossomas, mais conhecidas como telómeros. A sua elevada expressão em células com alta taxa proliferativa, como é o caso de células tumorais, confere à mesma um papel central na manutenção da imortalidade celular, o que a torna num alvo seletivo de elevado interesse no desenvolvimento de fármacos anticancerígenos. Nos últimos anos, diversos compostos, de origem natural e sintética, têm sido estudados quanto à sua capacidade inibitória desta enzima e potencial utilização na terapêutica. Contudo, a transposição destes inibidores para a prática clínica enfrenta múltiplos desafios, fazendo com que apenas alguns apresentem uma destacada capacidade promissora de virem a ser utilizados futuramente na terapia anticancerígena. Atualmente, apenas um composto inibidor específico da telomerase se encontra aprovado para uso clínico, o Imetelstat (Rytelo ®), o qual continua a ser alvo de investigação contínua para ampliar as suas indicações terapêuticas. Outros compostos, especialmente o THIO, MST-312 e o BIBR-1532, também mostram potencial promissor. Ao longo desta dissertação será efetuada uma revisão crítica do estado da arte no entendimento da telomerase como alvo terapêutico, envolvendo a abordagem da sua biossíntese, estrutura, regulação e mecanismo de ação, bem como uma análise das diversas abordagens inibitórias identificadas até ao momento. Será igualmente abordada a investigação mais recente no campo dos inibidores da telomerase, discutindo os avanços alcançados, as limitações e as perspetivas futuras da sua utilização na terapia anticancerígena.
- A importância das quinolonas: perspetivas futuras e os desafios da resistência bacterianaPublication . Junqueira, Sofia Ribeiro de Almeida Lopes; Cristiano, Maria de Lurdes dos SantosOs antibióticos foram a grande descoberta do século XX, tornando-se num dos pilares da medicina moderna. Com o aparecimento do ácido nalidíxico em 1962, foi descoberta uma nova classe de antibióticos, as quinolonas, que desde então tem crescido tornando-se num grupo de antibacterianos sintéticos com uma grande importância clínica, de que se destaca a ciprofloxacina, a levofloxacina e a moxifloxacina. As quinolonas com atividade antimicrobiana estão distribuídas por quatro gerações, com base no espetro de atividade e no seu perfil farmacocinético. A estrutura geral das quinolonas incorpora um grupo oxo na posição 4 e um grupo ácido carboxílico na posição 3, ambos relevantes para a atividade farmacológica. As várias gerações de quinolonas distinguem-se essencialmente pelos substituintes nas posições 1, 6 e 7. Muitas das modificações na estrutura têm impacto tanto na atividade farmacológica como na toxicidade. Um dos problemas destes fármacos, e que limitou o seu uso, é a possibilidade de provocarem efeitos colaterais que, embora raros, podem ser muito graves. As quinolonas são agentes bactericidas que atuam por meio da inibição de duas topoisomerases do tipo II: a DNA girase e a DNA topoisomerase IV. São eficazes contra uma ampla gama de infeções bacterianas, bem como outras infeções microbianas, e terapêuticas não micogénicas. Um dos problemas desta classe farmacológica é a crescente seleção para bactérias multirresistentes sendo vários os mecanismos de desenvolvimento de resistências. A crescente investigação nesta área tem dado origem a novas quinolonas com propriedades farmacológicas otimizadas e alternativas aos fármacos desta classe, destacando-se os inibidores da topoisomerase não quinolónicos e compostos híbridos. A presente dissertação tem como objetivo elaborar uma revisão da literatura sobre a importância farmacológica das quinolonas, enfatizando a influência da estrutura química tanto nas propriedades farmacológicas como na toxicidade e com enfoque no desenvolvimento de novos fármacos eficazes contra infeções por estirpes bacterianas multirresistentes.
- A eficácia e segurança do uso do retinol em produtos cosméticos antienvelhecimentoPublication . Neto, Beatriz Magalhães de Araújo Sousa; Nascimento, Tânia Isabel Martins doO envelhecimento cutâneo é um processo multifatorial influenciado por fatores intrínsecos e extrínsecos, que resultam em alterações estruturais e funcionais visíveis, como rugas, perda de elasticidade, hiperpigmentação e textura irregular. Entre as estratégias cosméticas disponíveis, o retinol e os seus derivados destacam-se pela sua eficácia comprovada na atenuação destes sinais. Esta dissertação apresenta uma revisão sistemática, conduzida segundo as diretrizes PRISMA 2020, com o objetivo de avaliar a eficácia e segurança de produtos cosméticos contendo retinol ou derivados na melhoria dos sinais de envelhecimento facial em adultos. A pesquisa bibliográfica foi realizada na base de dados PubMed, incluindo ensaios clínicos randomizados, controlados e duplamente cegos, com formulações tópicas de uso cosmético. Foram incluídos 8 estudos publicados entre 2006 e 2020, envolvendo 237 participantes, maioritariamente mulheres entre os 30 e 70 anos. As intervenções, com duração de 4 a 24 semanas, utilizaram concentrações de retinol ou derivados entre 0,05% e 0,5%. A maioria dos ensaios demonstrou melhorias significativas na redução de rugas finas, aumento da elasticidade e melhoria da textura cutânea, mesmo com concentrações baixas e uso contínuo. Os efeitos sobre hiperpigmentação foram menos explorados, mas os dados disponíveis indicam benefício. A incidência de efeitos adversos foi geralmente ligeira e transitória, incluindo eritema e descamação, sem eventos graves reportados. Conclui-se que o retinol e os seus derivados, em formulações cosméticas, são eficazes e seguros para a atenuação de sinais de envelhecimento cutâneo, apresentando melhor relação benefício-tolerabilidade.
