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Elevated inceptions and popular outcomes: the contes of Marie-Catherine D'Aulnoy and Charles Perrault

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Os primeiros contos de fadas de Perrault, versificados — “Les Souhaits Ridicules” e “Peau d’Âne” — deviam tanto à mitologia grega e eram tão elaboradamente barrocos como os de Mme d’Aulnoy. Nos seus contos em prosa, contudo, Perrault substituiu as fadas por deuses e deusas e simplificou tanto o vocabulário como o enredo (movendo-se, por conseguinte, na direcção da narrativa popular existente então na Bibliothèque Bleue), enquanto Mme d’Aulnoy manteve a estrutura complexa e sintaxe elaborada durante toda a sua carreira de escritora. Em termos de moral, as personagens de Mme d’Aulnoy negoceiam pragmaticamente um percurso tortuoso num mundo frequentemente amoral, enquanto que os enredos de Perrault se aproximam mais da moralidade das suas conclusões. A fonte de ambos são os contos de Straparola. (Desde a redacção deste artigo, a autora descobriu elos estruturais e linguísticos inegáveis entre o “Maitre Chat” de perrault e a tradução francesa do séc. XVI do “Constantino Fortunato” de Straparola). Os dois autores diferem um do outro sobretudo no tratamento dos elementos mágicos. Mme d’Aulnoy empregou-os deliberadamente, enquanto Perrault assumiu uma atitude de ingénua aceitação da magia. Em suma, os contos de Perrault eram adequados à sua adopção no mercado popular.

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