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Authors
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Abstract(s)
O incremento do número de pessoas idosas e a tendência crescente de casos notificados de infecção por VIH, em pessoas com mais de 50 anos, associados à SIDA enquanto doença que ultrapassa a esfera da saúde, constituindo um fenómeno social, justificam a questão: “Como é experienciada a seropositividade na pessoa idosa?”.
Com o intuito de compreender esta importante questão, na perspectiva das pessoas seropositivas, desenvolveu-se um estudo descritivo, de natureza indutiva, assente no paradigma naturalista.
O referencial teórico e metodológico no qual se baseou este estudo assentou, essencialmente, nas ideias defendidas por Francisco Antunes, Carol Green-Nigro, Maria Teresa Araújo, Marie-Fabienne Fortin e Laurence Bardin, assim como, nos dados da World Health Organization e do Centers for Diseases Control and Prevention.
A recolha de dados desenrolou-se através da entrevista aberta, a seis sujeitos idosos seropositivos, de ambos os sexos, seleccionados de modo intencional, clientes da consulta de VIH/SIDA de um hospital da região do Algarve.
A análise indutiva dos dados baseou-se na análise de conteúdo do verbatim das entrevistas. Emergiram três categorias principais: “Revelação”, “Conhecimento” e “Sentimentos experienciados”, que convergem no tema central “Experiência de VIH/SIDA na pessoa idosa”.
Os achados apontam para uma população idosa seropositiva que conhece a doença e a encara como crónica. A sexualidade é apontada como a principal via de infecção e, como o foco onde devem incidir as acções de educação para a saúde. A revelação da seropositividade é cuidadosamente ponderada pelo idoso, visto que influencia a qualidade do suporte, bem como, a vivência de sentimentos de discriminação.
Description
Dissertação de mest., Gerontologia Social, Escola Superior de Educação e Comunicação, Univ. do Algarve, 2011
Keywords
Gerontologia social Pessoa idosa VIH/SIDA Sexualidade