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Orientador(es)
Resumo(s)
Este trabalho de investigação teve como principal objectivo perceber como os
familiares-cuidadores percepcionam o seu próprio sofrimento por lidarem diariamente
com um familiar doente mental. Para tal, foi necessário criar e validar um inventário,
intitulado por Inventário de Experiências Subjectivas de Dor e Sofrimento do Familiar-
Cuidador do Doente Mental, composto por 41 itens, devido a sua inexistência. Após a
concepção do referido instrumento e respectiva validação foi aplicado numa amostra de
conveniência composta por 252 familiares-cuidadores de doentes mentais, de ambos os
sexos, oriundas de vários cidades de Portugal, com idades compreendidas entre os 13 e
os 81 anos. No final, constatou-se que os progenitores e os cônjuges são aqueles que
vivenciam e que experienciam a dor e o sofrimento com maior intensidade em
comparação com os restantes familiares (irmãos, filhos, tios, primos, cunhados, noras,
genros, sogra, entre outros). Concluiu-se ainda que os sujeitos do sexo feminino
inquiridos sofrem mais do que os homens inquiridos com a sobrecarga de terem que
cuidar de um doente mental e que os jovens são os que vivenciam com maior
intensidade as experiências de sofrimento físico e psicológico, mas os que mais sofrem
ao nível existencial são os familiares dos grupos etários mais avançados. Por último,
este trabalho permitiu conhecer as estratégias de coping que cada familiar-cuidador
inquirido (defesa, confronto, negação, aceitação, isolamento, auto-culpabilização e
procura de ajuda profissional) utiliza para lidar com a doença mental do seu familiar e
tecer algumas considerações sobre as estratégias de intervenção dirigidas ao manejo da
dor e do sofrimento no sentido da preservação da sua saúde geral.
Descrição
Dissertação mest., Psicologia, Universidade do Algarve, 2007
Palavras-chave
Teses Família Doença mental
