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Heterogeneity and dynamics in tourist motivations evidences from the Algarve tourist's preferences

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Abstract(s)

The present thesis is about tourism demand, more precisely about the determinants that lead motivations to drift and the real weight they have on tourists’ choices. Tourism demand presents an heterogeneous pattern of evolution which is related with several internal and external determinants that promote or affect the demand for international tourism travel. Combinations of the latter determinants may help explain the current tourist behavioural pattern and future changes in tourist motivations. It is expected that motivations are related to the choice of certain destinations. Grounded in Lancaster’s theory (Lancaster, 1966), mainly in its extensions to theories of choice models applied to tourism (Morley, 1992; Rugg, 1973) it begun by identifying the macro and microeconomic variables which influence international tourism demand, through quantitative research based on microeconometric methods, which allow for the assessment of choice patterns of international tourists in the Algarve. Hence, this research assesses the robustness of preference patterns over the years and draws the paths of future evolution throughout an innovative approach – the yield analysis. Results suggest that tourism demand presents heterogeneous patterns over time and that tourist motivations do not remain constant over time. The results also reflect the influence of noneconomic factors in tourism demand for international travel, as well as, the influence of pull motivations (destination attributes) on changing patterns of preferences, mainly when the repeat travel behaviour persists, as it is evidenced in the Algarve region.
A tese aborda a temática da procura turística procurando compreender as determinantes responsáveis por alterações nas preferências dos turistas internacionais e em simultâneo o contributo que tais determinantes exercem sobre as preferências dos turistas. A procura turística apresenta um padrão de evolução heterogéneo, que decorre de fatores internos e externos que promovem ou afetam a procura por viagens internacionais. Tais determinantes apresentam-se como a causa e a consequência das alterações nas preferências dos turistas (Correia, 2000; McCabe, 2000; Page, 2011 e Uysal, 1998). Sob este pressuposto esta investigação tem como objetivo estudar a consistência temporal das preferências turísticas. Contudo, por forma a entender tais efeitos no comportamento da procura turística internacional, a investigação procurou incorporar, para além de determinantes macroeconómicos, determinantes não-económicos e/ou comportamentais (Cho, 2010; Crouch, 1994). Tal perspetiva permite uma compreensão mais aprofundada do comportamento-padrão de escolha dos turistas, nomeadamente no que se refere às suas preferências. Neste sentido, esta investigação avalia a robustez de preferências ao longo dos anos, bem como, permite aferir numa perspetiva evolutiva o comportamento da procura turística. Consequentemente é introduzida neste contexto uma análise yield em função das preferências da procura turística internacional no destino. Assim, os objectivos da investigação são aos seguintes: 1. Avaliar e caracterizar a procura turística internacional através de determinantes macroeconómicas. Identificar a região na qual os fluxos turísticos apresentam uma maior variabilidade (Artigo 1) 2. Identificar as determinantes não económicas mais importantes da procura turística internacional (Artigo 2); 3. Avaliar a formação de motivações/preferências e suas dinâmicas (Artigo 3); 4. Identificar o efeito moderador das motivações/preferências nos padrões de gastos da procura turística internacional (Artigo 4); 5. Avaliar o potencial e volatilidade das preferências turísticas mediante uma análise de yield (Artigo 5). A revisão da literatura assenta na teoria de Lancaster (1966), principalmente na sua extensão para as teorias e modelos microeconómicos aplicados ao estudo da procura turística (Morley, 1992; Rugg, 1973). Paralelamente a esta abordagem são introduzidas as teorias da motivação. Neste domínio, é possível identificar Maslow (1943) como um dos autores que mais contribuiu para as teorias da motivação. Particularmente, no caso das motivações turísticas, a pesquisa assenta a sua abordagem conceptual de acordo com os fatores push e pull desenvolvidos por Dann (1977, 1981). Motivações e preferências são tratadas como constructos convergentes, dado que, a investigação foca-se nos atributos do destino, designados por fatores pull no âmbito da teoria push and pull (Crompton, 1979; Dann, 1977). Neste sentido, motivações tangíveis são assumidas como preferências (Slovic, 1995). Além disso, é evidenciada a análise yield, nomeadamente na sua contribuição para definir caminhos de crescimento da procura turística internacional com base no potencial de rendimento que cada preferência, leia-se atributo do destino despoleta. Sintetizando, a pesquisa assenta os seus pilares teórico-conceptuais em Lancaster (1966) avaliando as motivações/preferências turísticas com base nos modelos de escolha discreta. Esta pesquisa evidencia-se como sendo de natureza quantitativa, especificamente com base em métodos econométricos (Hair, Black, Babin & Anderson, 2010) e segue a metodologia tradicional para a modelação da procura turística, respeitando as seguintes etapas (Song, Witt & Li, 2009): · Formulação das hipóteses de investigação; · Seleção do modelo funcional a estimar; · Recolha e organização dos dados; · Estimação do modelo de procura; · Teste de hipóteses e conclusões. Com base na revisão da literatura, por forma a responder aos cinco objetivos específicos, vinte hipóteses de investigação foram formuladas, as quais se incorporam nas várias etapas de desenvolvimento da investigação. Num primeiro momento é estimado um modelo de dados em painel dinâmico contendo variáveis macroeconómicas (rendimentos, preços relativos, taxa de desemprego e consumo final das famílias), por forma a explicar a evolução das dormidas de estrageiros em cada região turística de Portugal. Num segundo, momento é realizada uma análise de correlação entre as dormidas de estrangeiros na região do Algarve (2007-2010) e um conjunto de variáveis comportamentais e sociodemográficas (experiência de visita anterior ao destino, grau de satisfação, grau de importância por atributos do destino; intenção de regresso e intenção de recomendação de visita). Seguidamente foi analisada a formação das preferências turísticas tendo em conta o perfil sociodemográfico e tripográfico do turista, no período temporal (2007-2010), mediante a estimação de modelos de regressão ordinal (ordered probit). Num quarto momento da investigação, recorreu-se à estimação de uma regressão múltipla que pretendia demonstrar o efeito moderador das preferências turísticas nos padrões de gastos da procura turística, que pretendia identificar a heterogeneidade por mercados e preferências. Consequentemente tal evidência acentua um dos propósitos de partida da investigação, que é fundamentado por Pearce e Caltabiano (1983) a propósito do carácter dinâmico das preferências turísticas. Finalmente, num último momento da investigação adotou-se a análise de yield com o objetivo de descrever a forma como as preferências turísticas podem potenciar o desenvolvimento do turismo no Algarve, quer em termos económicos (expressos pelos padrões de gastos turísticos), quer por via dos fluxos turísticos (expresso em número de noites). As questões de investigação que sustentam o início da investigação são: - Qual a região em que a procura turística internacional apresenta maior dinâmica?; - Como são formadas as suas preferências turísticas?; - Como as suas preferências potenciam a procura turística internacional no destino?. Neste sentido, os resultados sugerem que o Algarve é o destino em Portugal que revela maior maturidade, demonstrando maior capacidade em captar e reter turistas internacionais. A procura turística no Algarve é explicada pelo volume do consumo final das famílias, sugerindo que o turismo no sul de Portugal é percebido como um bem de luxo. Além disso a região do Algarve é um destino de repetição. Os resultados evidenciam que numa segunda visita, mesmo que a estada seja mais curta, os turistas apresentam maiores gastos com o intuito de satisfazer necessidades de diversificar a sua experiência no destino. Contudo, do ponto de vista da formação das suas preferências, os resultados evidenciam heterogeneidade dependendo da nacionalidade dos turistas. Neste sentido, é evidente a persistência de preferências relacionadas pelos atributos tangíveis, nomeadamente, limpeza do destino, alojamento, preço e gastronomia. Alguns mercados evidenciam preferências de caráter mais intangível, tais como, informação, cultura e hospitalidade. No geral estes resultados sugerem que a procura turística deve ser avaliada com base num paradigma socioeconómico. Este aspeto é ainda reforçado pelo potencial que algumas preferências turísticas registam, nomeadamente, a hospitalidade, o golf, a gastronomia e as excursões no destino, seja pelo aumento da estada ou pelos padrões de gastos no destino. As implicações teóricas surgem ao nível de uma melhor compreensão acerca dos comportamentos de escolha dos turistas que são promovidos não só por determinantes económicas mas também por determinantes comportamentais. Algumas limitações devem-se, por um lado à não inclusão de uma análise yield das preferências por nacionalidade, e por outro lado à necessária consideração de uma análise da procura turística internacional tendo em conta o efeito sazonal.

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Turismo Motivações Preferências Escolha Microeconometria

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