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Authors
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Abstract(s)
O sofrimento é uma experiência universal. Todos os seres humanos sofrem, mas as diferenças
culturais geram significados particulares e respostas específicas ao sofrimento. No entanto, é
o corpo o locus exato da dor e do sofrimento. A maneira como é visto o corpo influencia a
forma como a dor é sentida e expressada. Assistir, olhar para a dor dos outros tornou-se parte
da existência humana, particularmente relevante após os eventos de 11 de Setembro de 2001.
Ao longo dos séculos, a dor e o sofrimento foram sempre presentes, bem ancorados na área da
arte. Muitos artistas aproximaram-se da sua doença pintando-a, esculpindo-a ou fotografandoa.
Apesar de nesta dissertação estiver muito cuidadosa a não romantizar a arte como um
instrumento de cura, no entanto, reconheço que pensando e representando a dor significa
assumir as suas conotações positivas. A prática fotográfica é muitas vezes utilizada por
artistas como uma forma de terapia pessoal.
A tese critica a tendência de localizar a dor dentro de uma parte específica do corpo,
reforçando a perspectiva de que esta é moldada pelo contexto individual e socio-cultural A
fotografia aparece com o papel de resistir à medicalização da dor e do sofrimento.
A pesquisa analisa como a fotografia é usada como meio de construção da identidade e
instrumento de intervenção.
Description
Dissertação de mestrado, Comunicação, Cultura e Artes, Faculdade de Ciências Humnanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2014
Keywords
Fotografias Corpo Dor Doenças Guerras Terapia