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Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
This thesis aimed to partition the complex surface marine domain off Southwest Iberia
Peninsula (SWIP), using satellite remote sensing, and use it to assess phytoplankton
variability patterns and underlying environmental drivers (1997 – 2015). Three unsupervised
partition strategies, based on distinct input databases and temporal representations, detected a
variable number of partition units (regions, provinces) of singular environmental and
phytoplankton patterns within SWIP. An abiotic-based partition delineated 12 dynamic
Environmental Provinces (EPs) that alternated coverage dominance along the annual cycle.
EP patterns were in general related to phytoplankton biomass, indicated by satellite
chlorophyll-a concentration (Chl-a), and productivity, thus supporting the biological
relevance of this abiotic-based partition. A static partition, based on the main variability
modes of Chl-a, derived 9 Chl-a regions. Moreover, a static partition strategy synthesised
phytoplankton phenological patterns over SWIP into 5 phenoregions, with coherent patterns
of timing, magnitude and duration of blooms. The spatial distribution of EPs, Chl-a regions
and phenoregions shared similarities, which can be considered the main spatial patterns of
SWIP ocean surface. In general, the spatial arrangement of the partition units showed a
separation between coastal and open ocean, a latitudinal division (ca. 36.5oN) over the open
ocean and, over the coast and slope, the influence of coastal upwelling along the west
Portuguese coast and Cape São Vicente, and of river discharge along the northeastern Gulf of
Cadiz. The environmental drivers of phytoplankton varied across partition units. Water
column stratification, riverine discharge and upwelling intensity were the most influential
modulators, and large scale climate indices usually showed minor effects. Environmental
variables, Chl-a and phenology showed significant seasonal variability patterns, varying
across regions. Interannual patterns were more complex, and significant trends were mostly
detected within the Gulf of Cadiz. Linkages between environmental variability and
phytoplankton support their use as an indicator of ecosystem status and change.
O oceano superficial é um domínio extremamente complexo e dinâmico, onde as interações com a atmosfera e o continente modulam a distribuição e atividade dos organismos marinhos e o clima da Terra. O fitoplâncton, principal produtor primário marinho, é fortemente influenciado pelos processos atuantes no oceano superficial, constituindo um importante indicador do estado e variabilidade dos ecossistemas marinhos. Assim, a organização espacial horizontal do oceano superficial, função da variabilidade das propriedades abióticas e comunidades biológicas (incluindo o fitoplâncton), apresenta uma série de unidades funcionais distintas (regiões ou províncias), com atributos e padrões de variabilidade específicos. A partição ou regionalização do oceano, com identificação e delimitação destas unidades funcionais, simplifica a complexidade do oceano superficial e representa uma ferramenta para avaliar e compreender o funcionamento do oceano superficial, apresentando diversas aplicações ao nível do estudo, gestão e conservação dos ecossistemas marinhos. A deteção remota por satélite constitui uma fonte valiosa de dados para a partição do oceano superficial, pois disponibiliza campos sinóticos de várias variáveis oceanográficas e atmosféricas, em escalas espacial e temporal pertinentes, abrangendo períodos de várias décadas. A presente tese pretende particionar o complexo domínio marinho superficial do sudoeste da Península Ibérica (Southwest Iberia Peninsula, SWIP), com base em deteção remota por satélite, e avaliar a variabilidade do fitoplâncton e forçadores ambientais associados em regiões específicas (unidades funcionais) da área de estudo. Para atingir os objectivos principais foi inicialmente efetuada uma revisão do conhecimento científico sobre as estratégias de partição do oceano superficial baseadas em deteção remota por satélite (Capítulo 2) e, posteriormente, foram aplicadas diversas estratégias de partição nãosupervisionadas à área de estudo (Capítulos 3 - 5). Tais estratégias permitiram particionar a área de estudo com base em diferentes caraterísticas do oceano superficial (propriedades abióticas, variação da concentração de clorofila-a e índices fenológicos do fitoplâncton) e diferentes abordagens metodológicas (métodos de partição e resolução temporal). As diferentes partições do SWIP foram utilizadas para avaliar os padrões de variabilidade da biomassa e fenologia do fitoplâncton e suas relações com diferentes forçantes ambientais. No contexto deste estudo, as variáveis ambientais avaliadas incluíram variáveis locais indicadoras do ambiente físico, químico e ótico, variáveis hidrológicas indicadoras de processos costeiros (descarga dos rios e intensidade do afloramento costeiro) e indicadores climáticos de larga escala.
O oceano superficial é um domínio extremamente complexo e dinâmico, onde as interações com a atmosfera e o continente modulam a distribuição e atividade dos organismos marinhos e o clima da Terra. O fitoplâncton, principal produtor primário marinho, é fortemente influenciado pelos processos atuantes no oceano superficial, constituindo um importante indicador do estado e variabilidade dos ecossistemas marinhos. Assim, a organização espacial horizontal do oceano superficial, função da variabilidade das propriedades abióticas e comunidades biológicas (incluindo o fitoplâncton), apresenta uma série de unidades funcionais distintas (regiões ou províncias), com atributos e padrões de variabilidade específicos. A partição ou regionalização do oceano, com identificação e delimitação destas unidades funcionais, simplifica a complexidade do oceano superficial e representa uma ferramenta para avaliar e compreender o funcionamento do oceano superficial, apresentando diversas aplicações ao nível do estudo, gestão e conservação dos ecossistemas marinhos. A deteção remota por satélite constitui uma fonte valiosa de dados para a partição do oceano superficial, pois disponibiliza campos sinóticos de várias variáveis oceanográficas e atmosféricas, em escalas espacial e temporal pertinentes, abrangendo períodos de várias décadas. A presente tese pretende particionar o complexo domínio marinho superficial do sudoeste da Península Ibérica (Southwest Iberia Peninsula, SWIP), com base em deteção remota por satélite, e avaliar a variabilidade do fitoplâncton e forçadores ambientais associados em regiões específicas (unidades funcionais) da área de estudo. Para atingir os objectivos principais foi inicialmente efetuada uma revisão do conhecimento científico sobre as estratégias de partição do oceano superficial baseadas em deteção remota por satélite (Capítulo 2) e, posteriormente, foram aplicadas diversas estratégias de partição nãosupervisionadas à área de estudo (Capítulos 3 - 5). Tais estratégias permitiram particionar a área de estudo com base em diferentes caraterísticas do oceano superficial (propriedades abióticas, variação da concentração de clorofila-a e índices fenológicos do fitoplâncton) e diferentes abordagens metodológicas (métodos de partição e resolução temporal). As diferentes partições do SWIP foram utilizadas para avaliar os padrões de variabilidade da biomassa e fenologia do fitoplâncton e suas relações com diferentes forçantes ambientais. No contexto deste estudo, as variáveis ambientais avaliadas incluíram variáveis locais indicadoras do ambiente físico, químico e ótico, variáveis hidrológicas indicadoras de processos costeiros (descarga dos rios e intensidade do afloramento costeiro) e indicadores climáticos de larga escala.
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Partição do oceano superficial Deteção remota por satélites Classificação