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A nossa leitura de Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, da autoria de Mia Couto, tem o seu foco na conceção de escrita que, da singular correspondência entre as personagens do Avô Dito Mariano e Mariano, o neto que lhe herda o nome, se desprende. A nossa questão condutora refere-se, por um lado, à dupla inscrição de Dito Mariano, a respeito dessa escrita: simultaneamente por fora – sendo ele analfabeto... – e por dentro – mas num sentido que julgamos derrideano. As premissas da noção de escrita de Mia Couto, expostas em E se Obama fosse africano? são, por seu lado, compatíveis, com as posições de Jacques Derrida, contidas em livros como Posições, De la grammatologie, Marges – de la philosphie ou Points de suspension sobre uma certa escrita na voz, uma arqui-escrita que nos deve ajudar a reconsiderar a posição da oralidade, na sua diferença em relação à escrita corrente.Palavras-chave: (arqui-)escrita, voz, obliteração do próprio, différance, marca.
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(Arqui-)escrita Voz Obliteração do próprio Différance Marca
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Associação Internacional de Lusitanistas