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A Fibromialgia é uma patologia altamente debilitante de etiologia desconhecida, caracterizando-se por uma fisiopatologia multifatorial complexa, diagnóstico incerto, fenótipo variável, e tratamento muito diversificado.
Com uma prevalência mundial estimada de aproximadamente 2 a 8% da população, a fibromialgia assume-se atualmente como uma das principais disfunções do foro reumatológico etiologicamente associada a uma forte componente genética, embora fatores biológicos e psicológicos também possam contribuir para a sua origem. Sob o ponto de vista fisiopatológico, a hipótese que reúne maior consenso científico é a de sensibilização central, uma vez que as áreas matriciais da dor no cérebro demonstraram ser mais ativas nos doentes com fibromialgia comparativamente aos indivíduos saudáveis. Contudo, o seu diagnóstico é essencialmente clínico, uma vez que seus sintomas incluem dor, fadiga, distúrbios do sono, depressão e distúrbios cognitivos.
Tendo em vista a obtenção de uma eficácia terapêutica máxima, o seu tratamento deve combinar terapias não farmacológicas, tal como o exercício aeróbico e a terapia cognitivo-comportamental, assim como agentes farmacológicos, tais como os antidepressivos, mais especificamente os anti-depressivos tricíclicos e inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina, e os antiepiléticos como é exemplo a pregabalina; todavia, é uma vertente constantemente em evolução, uma vez que novas moléculas promissoras estão atualmente a ser investigadas.
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Keywords
Fibromialogia Epidemiologia Fisiopatologia Diagnóstico Tratamento Dor