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O túmulo da rainha Santa Isabel

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Resumo(s)

Num dos seus diálogos sobre pintura, redigidos em 1548, Francisco de Holanda registou que nenhuma outra arte como esta exerce tão importante efeito regenerador sobre os homens, uma vez que os conduz às melhores emoções e lhes mostra de maneira suave as durezas da condição humana: ao melancolizado provoca alegria; o contente e o alterado [leva] ao conhecimento da miséria humana; ao desaustinado move-o à compunção; o mundano à penitência, o [indevoto e pouco] contemplativo à contemplação e medo e vergonha. Ela nos mostra a morte e o que somos, mais suavemente que doutra maneira; ela os tormentos e perigos dos Infernos; ela, quanto é possível, nos representa a glória e paz dos bem-aventurados, e aquela incompreensível imagem do Senhor Deus1. Mas a virtude da pintura estaria também, segundo o referido pintor, no facto de pôr diante dos olhos as imagens dos grandes acontecimentos, os feitos dos grandes homens e a formosura das mulheres; de dar vida aos mortos e de lhes perpetuar a memória muito para além da sua temporal existência2. Se acharmos nós que todas estas virtualidades são extensíveis a outros domínios das artes plásticas, nomeadamente à escultura, então encontramos aí uma boa síntese sobre a natureza e a vocação de tais artes.

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Secção Portuguesa da Associação Hispânica de Literatura Medieval

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