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Orientador(es)
Resumo(s)
O presente Seminário tem como objetivo satisfazer o disposto no Decreto-lei nº239/2007, de 19 de junho para admissão a provas de Agregação. O mapeamento de habitats e biodiversidade marinha é essencial para o conhecimento da estrutura e funcionamentos dos oceanos. Este tipo de mapas serve de base para a avaliação do estado ecológico dos habitats marinhos e para o estabelecimento de medidas que visem a sua conservação, permitindo simultaneamente o desenvolvimento de atividades socioeconómicas sustentáveis, o ordenamento do espaço marinho e a literacia oceânica. A construção deste tipo de mapas assenta em mapas de batimetria e tipo de fundos (sedimentos e rochas), informação básica, sobre a qual mediante a utilização de uma adequada planificação de amostragem se conseguem identificar extrair padrões de distribuição das principais espécies, populações e comunidades e definir, consequentemente, os habitats associados. Esta amostragem dependerá muito dos objetivos, área a mapear, precisão do mapeamento e das técnicas disponíveis e passiveis de utilização. Estes habitats são organizados segundo a classificação de habitats pan-europeia EUNIS e de acordo com a seu estatuto de conservação ao abrigo de diretivas europeias como a Diretiva-habitats (Rede NATURA2000) ou de convenções internacionais (OSPAR, Barcelona, HELCOM, Bucareste). Os processos de amostragem biológica são muito diversificados e são diferentes consoante a profundidade e o tipo de fundo sendo os mais comuns para substratos subtidais móveis, o arrasto de vara, as dragas e trenós de vídeo e para os substratos subtidais rochosos, os censos visuais por mergulho, ROV e BRUV (Aula Práticas: Trabalhos de mar 1 e trabalhos laboratoriais 1 e 2). Já na zona de entremarés (intertidal) de substrato móvel os corers são a técnica mais utilizada, enquanto que para o rochoso, a técnica de censos visuais por quadrados, transectos por observação direta humana ou por drone são os mais comuns (Aula Práticas: Trabalhos de mar 2 e trabalhos laboratoriais 1). A construção de bases de dados georreferenciadas adequadas e a aplicação de a análise multivariada e de geoestatística permitem a modelação em ambiente SIG e a consequente construção de mapas de habitats (Aulas Teórico-práticas 1 e 2). Estes requerem uma análise estrita dos métodos aplicados de modo a construir de igual modo um mapa de confiança (probabilidade de erro) associado a qualquer mapa de habitats produzido. Os mapas produzidos são publicados em geoportais internacionais (e.g. EMODNET-Seabed habitats) para que possam ter uma aplicação imediata por um conjunto alargado de utilizadores.
Descrição
Palavras-chave
Provas de agregação
