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Abstract(s)
O principal objectivo deste estudo é reflectir e analisar sobre as atitudes dos pais perante as manifestações afectivo sexuais dos filhos deficientes mentais, com vista a contribuir para desmistificar e destruir ideias pré-concebidas, contribuindo assim para auxiliar esta população a vivenciar uma sexualidade mais saudável, que corresponda à satisfação das suas necessidades neste âmbito.
É um estudo empírico, transversal e qualitativo. Na recolha de dados foi adaptado um questionário de um estudo anterior, aplicado em entrevistas programadas, nas quais esteve presente o investigador e uma Psicóloga da Instituição. Os dados sócio-demográficos e socioeconómicos foram fornecidos pela Instituição. As entrevistas foram gravadas e depois transcritas para suporte informático, para à posteriori serem analisadas utilizando Análise de Conteúdo. Utilizou-se uma amostra por conveniência, constituída por 17 famílias de utentes da Fundação Irene Rolo, em Tavira, em que pelo menos um dos filhos seja deficiente mental, perfazendo um total de 19 pais, correspondendo a 18 casos (existiam 2 gémeas).
Dos resultados deste estudo pode constatar-se que existe uma grande preocupação por parte dos pais, por os filhos não conseguirem tomar decisões sobre a sua própria vida, mas o que suscita maior apreensão é o casamento, a actividade sexual e o eventual nascimento de filhos. De um modo geral, os pais consideram os deficientes mentais mais imaturos que os jovens da mesma idade sem patologia associada, acreditam no estabelecimento de relações afectivas, mas colocam de parte o relacionamento sexual; contudo, aceitam mais facilmente o namoro homossexual do que o namoro heterossexual e preocupam-se com a manifestação de impulsos sexuais. Os pais consideram que é importante existir mais informação disponível e os próprios reconhecem sentir a necessidade de adquirir mais conhecimentos sobre a sexualidade do deficiente, mas mostram, no entanto, alguma dificuldade em falar sobre esta temática com os filhos. Consideram que deficientes e não deficientes estão sujeitos aos mesmos “perigos”, mas que a dificuldade em conseguir perceber o limite do “certo” e do “errado”, torna os primeiros mais vulneráveis.
Infere-se assim a necessidade de um maior esclarecimento e uma abordagem mais adequada aos familiares, focando os aspectos essenciais para que estes consigam encarar a sexualidade do deficiente, colocando definitivamente de parte a ideia que o deficiente é um ser assexuado. Para tal, torna-se também de extrema importância escutar o que o deficiente tem a dizer sobre este assunto.
Description
Dissertação de Mestrado, Psicologia especialização Psicologia da Saúde, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2011
Keywords
Sexualidade Afectividade Deficiência mental Atitudes Família