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Abstract(s)
O estudo da satisfação e da qualidade de vida do idoso institucionalizado, tendo por base a análise dos fatores biopsicossociais, revela-se importante atendendo à possibilidade de aprofundar os mais variados constructos inerentes aos princípios que rodeiam o envelhecimento. Pretende-se compreender as diretrizes que permitem alcançar o envelhecimento bem-sucedido e ativo.
O presente estudo teve como principal objetivo a análise das associações entre os fatores biopsicossociais na satisfação e na qualidade de vida de idosos institucionalizados – mais especificamente, pretendeu-se estudar o tipo de associação existente entre os fatores biológicos (funcionalidade), fatores psicológicos (cognição) e fatores sociais (rede de apoio familiar/afetiva) na satisfação e na qualidade de vida do idoso institucionalizado. A amostra é constituída por 30 idosos institucionalizados na Aldeia de São José de Alcalar, com idades compreendidas entre os 66 e os 96 anos. Foi delineada a proposta de um Programa de promoção e/ou ativação cognitiva do idoso institucionalizado, procurando-se contribuir para o desenvolvimento de estratégias de evitamento dos sinais de deterioração cognitiva.
Os dados foram recolhidos recorrendo a um questionário construído pela autora do estudo e a seis instrumentos de avaliação, nomeadamente, a versão portuguesa do Mini-Mental State Exam – MMSE (Folstein, Folstein & McHugh, 1975), a versão portuguesa do (WHO) WHOQOL – Bref. (Fleck, Leal, Louzada, Xavier, Chachamovich, Vieira, Santos & Pinzon, 1999a), a versão portuguesa do Convoy Model (Kahn & Antonucci, 1980), a versão portuguesa da Escala de Satisfação com a Vida – SWLS (Diener, Emmons, Larsen & Griffinem, 1985), a Escala do Otimismo (Barros de Oliveira, 1998) e a versão portuguesa do Índice de Barthel (Mahoney & Barthel, 1965).
Os resultados obtidos apresentaram uma associação significativa entre o índice de funcionalidade (autocuidados e mobilidade) e a qualidade de vida. E, o nível de otimismo apresentou uma associação significativa com a qualidade de vida e com a satisfação. Contudo, não foram encontradas relações entre a idade, a duração da institucionalização, o nível cognitivo ou a rede social e os níveis de satisfação ou qualidade de vida. Estes dados apontaram para uma maior influência das medidas resultantes de uma avaliação da perceção pessoal do que de dados recolhidos de forma objetiva.
Description
Dissertação de mest., Gerontologia Social, Escola Superior de Educação e Comunicação, Univ. do Algarve, 2013