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Abstract(s)
São vários os autores que relacionam a escrita de Mia Couto com a de Luandino Vieira. Neste estudo pretendemos delimitar e explicar essa ligação, sendo nosso objectivo nesta investigação fazê-lo em relação às obras Cada Homem é Uma Raça e A Cidade e a Infância.
Resumidamente, neste estudo far-se-á uma breve contextualização, em termos sociopolíticos e culturais, das duas obras, seguindo-se a análise e caracterização do corpus com o qual trabalharemos, classificando narração, linguagens e simbologias dos textos de modo a perceber se a semelhança dos processos inventivos de criação linguística e de exposição retórica, que ocorrem nos dois textos, se devem a influências ou a coincidências.
Serão duas realidades distintas como Angola e Moçambique propensas a uma vivência cultural e simbólica similar? Poderá um angolano expressar-se de um mesmo modo que um moçambicano? Terá a opressão linguística implementada pelo colonizador provocado nos escritores a necessidade de romper com a norma instaurada e de, num trabalho de prospecção e evolução, tentar encontrar aquilo que teria sido a progressão da sua linguagem da oralidade para a escrita se o processo de colonização tivesse ocorrido de modo diferente? Que tipo de influências terão recebido? Poderá o passado histórico aproximar o que uma fronteira separa?
Reflectir sobre Literatura Comparada, em termos genéricos, visando a abordagem específica da produção destes autores e efectuar um estudo, a nível de especialização, que permita conhecer um pouco mais das literaturas angolana e moçambicana são dois dos maiores objectivos a que nos propomos.
Description
Dissertação de mest., Literatura (Literatura Comparada), Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, 2011
Keywords
Literatura comparada Literatura angolana Literatura moçambicana Luandino Vieira Mia Couto