Authors
Advisor(s)
Abstract(s)
Esta dissertação tem como objectivo a interpretação da ideia que o próprio Poeta
designou como «Filosofia idealista da Morte». A interrogação que se apresenta é como
ler os dois Anteros, o apolíneo e o nocturno: um, activista defensor de ideais de
renovação e revolução e o outro, guiado por uma ideia pessimista e negativa, mas que,
talvez, também se revista de uma aspiração positiva, renovadora e libertadora. Assim,
questionar-se-á o despertar da ideia anteriana da morte, desde uma faceta mórbida até à
aspiração à liberdade que o fim voluntário poderia trazer.
Este trabalho iniciar-se-á por uma contextualização da época histórico-sócio-
-cultural e da actuação e recepção de Antero de Quental no seu tempo e problematizará
a inclusão do Poeta no período literário do Romantismo.
A reflexão crítica a desenvolver será estruturada segundo cinco pontos
principais: começará por uma breve exposição, em que se pretende apresentar algumas
ideias que terão o seu desenvolvimento noutros sonetos, analisados nos capítulos
seguintes; depois, debruçar-se-á sobre as duas tendências anterianas, luminosa e
nocturna, defendidas por António Sérgio; em seguida, abordará a vivência poética
anteriana do pessimismo, gerado pelo contraste entre a realidade e o ideal, e como essa
experiência o conduziu à aspiração à Morte, ao Não-Ser, ao Nirvana, e, finalmente, à
aspiração moral da Liberdade e do Bem.
A conclusão procurará mostrar de que forma a ideia da Morte é positiva para
Antero de Quental.
Description
Dissertação mest., Literatura Portuguesa, Universidade do Algarve, 2008
Keywords
Teses Literatura portuguesa Poesia Estudos literários