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Authors
Abstract(s)
Apesar da normalização contabilística em torno das normas internacionais de
contabilidade persiste uma grande polémica sobre qual deve ser a base de mensuração
dos ativos e passivos, se a custo histórico, o tradicional, se a justo valor, que se
aproxima mais do valor de mercado. Neste contexto pretende-se proceder a um estudo
empírico, com base numa amostra de 35 entidades da Euronext Lisbon e 69 da Bolsa de
Madrid (2007 a 2013), tendo como objetivo identificar os fatores que poderão estar
associados à opção pelo justo valor dos ativos não financeiros e apresentados como não
correntes e determinar em que medida a sua utilização influencia o valor de mercado
das entidades. O resultado obtido revela que 19% das empresas da amostra utilizam o
justo valor, com maior expressão nas entidades portuguesas (35% para 11% das
espanholas). Conclui-se que a maioria das empresas (81%) continua a utilizar o custo
histórico. O estudo revela que as propriedades de investimento e o país têm uma
influência positiva na utilização do justo valor. Conclui-se igualmente que o mercado
acionista é favorável à utilização do justo valor como critério de mensuração setorial,
reagindo negativamente quando a sua utilização é mais generalizada (Portugal), dando
argumentos para quem defende que a relevância das estimativas do justo valor depende
da confiança que lhes são atribuídas pelos investidores. Considera-se que este estudo
contribuiu para ampliar o conhecimento relativamente à aplicação do método de
mensuração justo valor nos ativos não financeiros das entidades, tendo sido introduzido
o fator cultural ibérico nesta análise.
Description
Dissertação de Mestrado, Contabilidade, Faculdade de Economia, Universidade do Algarve, 2015
Keywords
Justo Valor Custo histórico Euronext Lisbon Tangíveis Intangíveis