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A figura mítica de Jocasta no teatro francês: do século XVII ao século XX

dc.contributor.advisorSantos, Ana Clara
dc.contributor.authorMestre, Alice do Carmo
dc.date.accessioned2011-09-07T16:05:42Z
dc.date.available2011-09-07T16:05:42Z
dc.date.issued2008
dc.descriptionDissertação de mest., Literatura, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2008por
dc.description.abstractEste projecto pretende retratar a evolução da personagem mítica de Jocasta da Antiguidade ao teatro francês. Para isso, estudámos cinco obras de diferentes épocas: Oedipe Roi de Sófocles, Oedipe de Pierre Corneille, La Thébaide de Jean Racine, La Machine Infernale de Jean Cocteau e Oedipe de André Gide. O nosso estudo está dividido em três partes numa perspectiva diacrónica: a primeira parte evidencia a metodologia adoptada (mitocrítica e mitanálise) e apresenta um estudo do mito de Édipo na obra de Sófocles. Os dois métodos escolhidos, apesar de semelhante, apresentam algumas diferenças teóricas: enquanto a mitocrítica se concentra exclusivamente no mito literário e no seu estudo através da análise rigorosa dos textos, a mitanálise não se restringe ao suporte textual mas estuda o que envolve a sua criação (sociedade, período histórico). Seguindo este último tipo de análise, percebemos que Jocasta não se insere na sociedade patriarcal da Antiguidade, já que toma várias vezes o lugar de chefe de família e não se reduz à sua condição de mulher. A segunda parte, que contempla o período clássico, está dividida em duas sub-partes, a primeira dedicada a Corneille e à sua obra, e a segunda dedicada a Racine. Apesar de viverem no mesmo século, estes dois autores apresentam uma personagem bem diferente. A Jocasta de Corneille, tal como as suas personagens em geral, provoca a admiração do público pela sua força, enquanto que a de Racine o comove pela sua fraqueza. A terceira e última parte incide sobre a reescrita do mito de Édipo durante o século XX, com principal incidência na obra de Cocteau e de Gide. A modernidade apresenta-nos primeiro uma personagem madura e determinada a esconder a verdade para não comprometer a sua felicidade e para se esconder dos olhares acusadores que ela tanto receia. A segunda personagem mostra-se desinibida e caprichosa ao longo da peça e apenas alcança a serenidade através da morte.
dc.formatapplication/pdfpor
dc.identifier.other821.133.1.09 MES*Fig Cave
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.1/838
dc.language.isoporpor
dc.subjectTesespor
dc.subjectLiteratura francesapor
dc.subjectEstudos literáriospor
dc.subjectTeatropor
dc.subjectMitologiapor
dc.titleA figura mítica de Jocasta no teatro francês: do século XVII ao século XXpor
dc.typemaster thesis
dspace.entity.typePublication
rcaap.rightsrestrictedAccesspor
rcaap.typemasterThesispor

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