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A implicação da disfunção executiva na falta de Insigh, na recuperação pessoal e na funcionalidade dos doentes com diagnóstico de esquizofrenia e bipolaridade

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Abstract(s)

Na literatura, tem surgido um interesse crescente relativamente ao comprometimento cognitivo nas perturbações psiquiátricas, e sua consequente influência sobre outras variáveis, tais como o insight e a funcionalidade diária. Diversos estudos têm revelado alterações cognitivas significativas, que por sua vez se associam à baixa capacidade de insight, assim como ao compromisso das atividades diárias e relações interpessoais. No entanto, existe alguma controvérsia, uma vez que alguns estudos não evidenciam qualquer tipo de interação entre estas variáveis. Assim, o presente estudo teve como principal objetivo explorar o comprometimento das funções executivas em doentes com sintomas psicóticos, procurando avaliar em que medida esse comprometimento afeta o grau de insight relativo à doença, a funcionalidade e a capacidade de recuperação pessoal. Neste estudo, participaram, na sua totalidade, 60 indivíduos, segmentados em dois grupos: o grupo clínico, composto por 13 doentes bipolares com características psicóticas e 17 doentes esquizofrénicos, e o grupo saudável, constituído por 30 sujeitos saudáveis, semelhantes no género, idade e escolaridade. Todos os participantes foram submetidos a diversas provas de avaliação neuropsicológica, tendo sido aplicadas escalas de funcionalidade, recuperação pessoal e insight apenas ao grupo clínico. De uma forma geral, os resultados vão ao encontro da literatura, verificando-se um pior desempenho cognitivo do grupo clínico face ao grupo saudável. Relativamente à associação entre as variáveis, observaram-se correlações entre o desempenho cognitivo e a escala de funcionalidade, que reflete uma influência das alterações executivas no dia-a-dia dos doentes. Por outro lado, os resultados indicam que quanto melhor o desempenho cognitivo nos domínios de memória semântica e da capacidade de manter a atitude (medida pelo WCST) melhor a recuperação pessoal, o que indica que os doentes conseguem orientar o comportamento em função das exigências ambientais, estando a memória semântica na base deste princípio organizativo. Por fim, contrariamente ao esperado, um pior desempenho nas provas parece associar-se a um maior insight da doença, ou seja, quanto mais dificuldades cognitivas mais os doentes reconhecem a presença da doença.

Description

Dissertação de mestrado, Neurociências Cognitivas e Neuropsicologia, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2014

Keywords

Neuropsicologia Esquizofrenia Doença bipolar Processos cognitivos Recuperação Funcionalidade

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