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Em Portugal, a maior parte dos desembarques de Octopus vulgaris provém da pesca por artes de armadilha de gaiola. Estas foram sempre iscadas com isco morto, como a cavala (Scomber scombrus Linnaeus 1758), ou a sardinha (Sardina pilchardus Walbaum 1792). Nos últimos anos, porém, alguns pescadores recorreram à utilização de caranguejo–mouro ou verde (Carcinus maenas Linnaeus 1758) como isco, facto que gerou acesa controvérsia entre as comunidades piscatórias e esteve na origem de diversas alterações introduzidas à lei que regulamenta este tipo de pesca, ocorridas nos anos de 2010 a 2012. Este trabalho visa obter e analisar dados sobre as diferentes experiências desta pescaria e comparar a eficácia dos dois tipos de isco utilizados pelas frotas costeira e local da costa sul do Algarve. Os dados foram colhidos por aplicação de um questionário a 66 dos mestres e/ou proprietários das embarcações de ambas as frotas nessa região. E, por consulta de dados documentais oficiais, de 25 embarcações selecionadas, a partir das 66 iniciais. Através desses dados, procedeu-se à análise comparativa do esforço de pesca e das taxas de captura em função dos dois tipos de isco, de 2009 a 2011, utilizando o teste não paramétrico Kruskal–Wallis. Os resultados mostram que a maior parte dos inquiridos não é favorável à utilização de isco vivo na pesca do polvo com armadilhas de gaiola, e que existem algumas diferenças significativas no esforço de pesca e nas taxas de captura das embarcações da frota local, não se verificando diferenças nas embarcações da frota costeira.
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Keywords
Pescas Octobus vulgaris Isco vivo Caranguejo Covos Portugal - Algarve