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Abstract(s)
Encontra-se descrita na literatura a dificuldade que sujeitos com caraterísticas antissociais de personalidade possuem na adaptação às exigências do mundo social. Tem sido sugerido por alguns autores que esta frágil adaptação se poderá dever a uma diminuída cognição social, mais especificamente ao nível do processamento de emoções. Neste contexto, tivemos como principal objetivo avaliar 15 sujeitos, com caraterísticas antissociais e história de toxicodependência e um grupo constituído por 14 sujeitos saudáveis, recolhidos ao acaso da população geral, numa tarefa de reconhecimento de emoções básicas através da face. Para o efeito recorremos à Florida Affect Battery, que avalia a percepção de faces e o reconhecimento de emoções básicas, através de cinco sub-provas: perceção de faces; discriminação; nomeação; seleção; matching
Os resultados sugerem que os sujeitos com caraterísticas antissociais possuem maiores dificuldades no reconhecimento de faces representativas das emoções de medo e alegria, quando comparados com os sujeitos de controlo, mais especificamente no que se refere à sua discriminação, nomeação e matching,. Estes resultados serão discutidos à luz do modelo cognitivo do desenvolvimento da moralidade e das emoções de Blair, Colledge, Murray e Mitchell (2001), que sugere que indivíduos com caraterísticas antissociais possuem alterações no reconhecimento de emoções, principalmente no reconhecimento do medo, conduzindo-os a um comprometimento na cognição social produto da frágil capacidade de mentalização e empatia.
Description
Dissertação de mest., Psicologia (Psicologia Clínica e Saúde), Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Univ. do Algarve, 2013