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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Os três maiores sítios onde o autor conduziu escavações arqueológicas - Leceia (Oeiras), entre 1983 e 2002; Moita da Ladra (Vila Franca de Xira), entre 2003 e 2006; e Outeiro Redondo (Sesimbra), entre 2005 e 2016 - forneceram um volume de informação com inquestionável relevância para o nosso conhecimento sobre arquitecturas, estratigrafias e cronologias absolutas. Estes dados tornaram-se essenciais para a compreensão da economia e da organização social das populações que ocuparam esta vasta região, com o seu próprio significado cultural: o designado "Calcolítico da Estremadura". Somando a este notável volume de informação, os espólios arqueológicos recolhidos têm vindo a ser estudados exaustivamente e publicados detalhadamente.
Este trabalho descreverá as principais características arquitectónicas, tanto defensivas como domésticas, de cada um destes sítios, incluindo as tecnologias construtivas e o uso de diferentes materiais geológicos, tendo em conta os recursos disponíveis localmente.
Tais conclusões, combinadas com a localização geográfica e dimensão de cada sítio, assim como com a definição das principais actividades económicas fornecida pela tipologia dos artefactos recolhidos, conduziram, pela primeira vez, a conclusões sobre o seu carácter funcional e como se enquadram no contexto demográfico e económico da região densamente povoada que é a Estremadura durante o 3.º milénio aC.
Descrição
Palavras-chave
Leceia Moita da Ladra Outeiro Redondo Arquitecturas Espólios Funcionalidades Calcolítico da Estremadura Portugal
Contexto Educativo
Citação
Cardoso, João Luís (2026) - Leceia, Moita da Ladra e Outeiro Redondo: aspectos arquitectónicos, construtivos e espólios arqueológicos tendo em vista a interpretação funcional no contexto demográfico da época. In Cardoso, João Luís (ed.) - 3.º Colóquio Internacional História das Ideias e dos Conceitos em Arqueologia. O povoado pré-histórico de Leceia e o seu enquadramento no Calcolítico do Sul peninsular. Actas. Oeiras: Câmara Municipal de Oeiras (Estudos Arqueológicos de Oeiras, 37), p. 17-50.
Editora
Câmara Municipal de Oeiras
