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Innovation in tourism: the importance of collaborative networks for innovation in tourism-related sectors

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This study examines how tourism firms in Portugal innovate, with a specific focus on product and process innovation, collaboration, and barriers that prevents them from collaborating for innovation activities. The research is based on a subsample of 505 tourism-related companies. The main findings of the research shows that tourism firms in Portugal focus more on process innovation than product innovation. In addition to that, our findings also revealed that innovation activities in Portugal is mostly firm-based and not cooperation based. The methodological approach of this research involves quantitative analysis of firm-level data from the Community Innovation Survey (CIS) 2020. Descriptive statistics and chi-square tests were employed to examine the relationships between cooperation for innovation activities and process/product innovation. The study also discusses the theoretical implications and how these findings can help improve theories about innovation and collaboration, especially in the tourism industry in Portugal. Recommendations made for policymakers and stakeholders include, but not limited to initiating all forms of incentive to encourage and motivate firms to invest in research and development, making it flexible to get access to funding, and encouraging partnerships between firms and academia. Firms should also develop their own innovation strategies and create a culture that supports innovation.
A indústria do turismo em Portugal desempenha um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento económico do país. Para se manter competitiva no mercado global, a inovação contínua é crucial. Este estudo investiga a natureza da inovação dentro deste setor, examinando as características das empresas relacionadas com o setor do turismo, as suas práticas de inovação e as barreiras que impedem a colaboração e o progresso. Ao compreender esses elementos, podemos obter insights valiosos sobre como fomentar um panorama turístico mais inovador e colaborativo em Portugal. A maioria das empresas incluídas neste estudo pertence ao setor da hospitalidade, abrangendo hotéis e restaurantes. A maior parte são pequenas e médias empresas (PMEs) com menos de 250 funcionários. Embora uma parcela significativa se envolva ativamente em atividades de inovação, há espaço para melhorias. Curiosamente, a cooperação para inovação é relativamente baixa entre essas empresas, sugerindo uma área potencial para desenvolvimento. O estudo revela uma tendência clara: a inovação de processo, que se concentra na melhoria da eficiência operacional, é mais predominante do que a inovação de produto, que envolve o desenvolvimento de ofertas totalmente novas. Isso pode ser atribuído a uma variedade de fatores, como a necessidade de agilizar os serviços existentes para atender às expectativas do cliente ou os custos relativamente altos associados à introdução de produtos completamente novos. Além disso, muitas empresas dependem principalmente de recursos internos para inovação, embora algumas colaborem com parceiros externos. A pesquisa destaca uma forte correlação positiva entre a cooperação para inovação e a inovação de processo e de produto. As empresas que se envolvem em esforços colaborativos de inovação têm significativamente mais hipóteses de alcançar o sucesso em ambas as áreas. Por exemplo, o estudo descobriu que empresas que colaboram em iniciativas de inovação são mais propensas a experimentar inovação de processo em comparação com aquelas que não colaboram. Da mesma forma, a colaboração desempenhou um papel positivo na inovação de produto, com empresas colaboradoras apresentando uma taxa de inovação mais alta. Esses resultados estão em consonância com um relatório da FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) em Portugal, que enfatiza a tendência das empresas de estarem mais envolvidas na inovação de serviços e processos em comparação com a inovação de produtos. Embora a inovação colaborativa seja promissora, é necessário fortalecer a capacidade geral de inovação de produtos em Portugal para aumentar a sua competitividade no mercado global de turismo. Apesar dos benefícios potenciais da colaboração, vários fatores impedem a inovação e a cooperação no setor turístico português. A barreira mais significativa identificada no estudo é o alto custo. As empresas muitas vezes lutam para investir em investigação e desenvolvimento (I&D) ou adotar tecnologias inovadoras devido a restrições financeiras. Além disso, a intensa competição dentro do setor e as diferentes prioridades entre as empresas podem criar um ambiente desafiador para a colaboração. Embora fatores como falta de parceiros de colaboração, acesso a conhecimento externo e crédito limitado também tenham sido identificados como barreiras, foram percebidos como menos significativos em comparação com altos custos, competição intensa e prioridades divergentes. Isso sugere que abordar os obstáculos mais proeminentes poderia ter um impacto significativo na promoção de um ambiente mais propício à inovação e colaboração. Ao compreender o cenário atual da inovação e cooperação na indústria do turismo portuguesa, as partes interessadas podem desenvolver estratégias para promover essas atividades críticas. A política pode desempenhar um papel crucial implementando incentivos, como redução de impostos ou subsídios, para ajudar a reduzir o impacto financeiro da inovação para as empresas de turismo. Isso tornaria a inovação mais acessível, principalmente para empresas menores. Além disso, as associações da indústria e instituições governamentais podem desempenhar um papel vital na facilitação de oportunidades de networking e colaboração. Eventos, workshops e programas de parceria podem criar uma plataforma para partilha de conhecimento e fomentar uma cultura de colaboração, levando ao desenvolvimento de novas ideias e soluções inovadoras. Preencher a lacuna de habilidades na força de trabalho é outra área fundamental para melhorias. Programas de formação, estágios e iniciativas educacionais direcionadas ao setor do turismo podem garantir que as empresas tenham acesso a uma força de trabalho qualificada, capaz de impulsionar a inovação e a competitividade. Finalmente, simplificar o processo de candidatura para subsídios e doações governamentais pode torná-los mais acessíveis às empresas, fornecendo-lhes o apoio financeiro necessário para investir em inovação. Ao identificar barreiras específicas e propor recomendações práticas, este estudo oferece insights valiosos que podem contribuir para o corpo existente de conhecimento sobre inovação e colaboração no setor turístico português. Ao identificar barreiras específicas e propor recomendações práticas, este estudo capacita políticos e líderes da indústria a criar um ambiente mais propício à inovação e à cooperação. Em última instância, esses esforços contribuirão para a competitividade e sustentabilidade das empresas de turismo em Portugal, garantindo que o setor continue a prosperar nos próximos anos. No entanto, o estudo reconhece algumas limitações. O tamanho da amostra de 505 empresas, embora representativo, pode não capturar totalmente toda a indústria do turismo em Portugal. Além disso, a dependência de dados auto-reportados pelas empresas introduz um potencial de subjetividade. Pesquisas futuras poderiam abordar essas limitações incluindo uma amostra maior e mais diversificada de empresas de turismo. Além disso, o uso de medidas objetivas de inovação e cooperação, como dados de patentes ou informação sobre as vendas, poderia fornecer uma imagem mais abrangente das práticas de inovação dentro do setor. Ao aproveitar estes resultados e abordar as limitações identificadas, pesquisas futuras podem oferecer insights ainda mais profundos para políticos e líderes da indústria, abrindo caminho para um futuro mais inovador e colaborativo para o setor turístico de Portugal. Em conclusão, a inovação é fundamental para a competitividade e sustentabilidade do setor turístico português. Este estudo destaca a importância da cooperação para a inovação e identifica barreiras que impedem o progresso.

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Collaboration Innovation Product innovation Process innovation Tourism firms Portugal Cis2020

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