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As representações dos educadores de infância face à inclusão de crianças portadoras de paralisia cerebral em salas do ensino regular

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Abstract(s)

O tema deste estudo, Representações dos Educadores de Infância face à Inclusão de Crianças Portadoras de Paralisia Cerebral em Salas do Ensino Regular, prende-se, essencialmente, com a percepção que as educadoras de infância têm acerca da inclusão de crianças portadoras de Paralisia Cerebral, e, consequentemente, com o quadro problemático da activação do desenvolvimento psicológico. Pretende, por um lado, perceber e identificar os princípios da inclusão, implementados no jardim-de-infância, isto é, se a inclusão abrange, efectivamente, todas as crianças mesmo as que são portadoras de deficiências muito graves ou profundas; e, por outro, quais os principais obstáculos que estas educadoras enfrentam no dia-a-dia para promover o desenvolvimento psicológico das crianças – sempre que possível, e, ainda, se o trabalho colaborativo é efectivo nas salas de contextos de Jardim-de-Infância. O estudo de natureza qualitativa-descritiva utilizou como estratégia de pesquisa a entrevista semi-estruturada e o questionário, tendo-se realizado na área geográfica do distrito de Faro, com a particularidade de incidir em instituições de educação de infância, cujas salas são frequentadas por crianças portadoras de Paralisia Cerebral. As principais ilações a que a investigação conduziu sugerem que a frequência permanente de crianças com deficiências muito graves ou profundas, quer sejam crianças portadoras de Paralisia Cerebral, quer sejam portadoras de outras deficiências, não se apresenta como benéfica, e que as crianças deveriam permanecer em escolas especializadas, devido à carência de recursos para promover o desenvolvimento psicológico nas instituições, como também, devido à própria saúde da criança que muitas vezes se apresenta debilitada, vulnerável com doenças associadas. A nível da informação na área das Necessidades Educativas Especiais, pode-se inferir que os centros de formação deverão preparar o docente para situações imprevistas e de dificuldade notória e desenvolver com estes profissionais uma prática mais reflexiva. Todavia, apesar das dificuldades, há tentativas de implementação da inclusão, e, consequentemente, da activação do desenvolvimento psicológico, relativamente à diferenciação pedagógica, a saber: gestão flexível do currículo, planificação em parceria com a educadora de intervenção precoce e aprendizagem cooperativa. Quanto ao trabalho colaborativo, este existe tão só, entre a educadora do ensino regular e a educadora de intervenção precoce. Contudo, faz-se articulação com a equipa multidisciplinar através da educadora de intervenção precoce que se reúne periodicamente com outros técnicos e transmite as informações. Ainda assim, verifica-se interesse por parte das docentes do ensino regular em participar directamente nestes encontros.

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Dissertação de mest., Psicologia da Educação, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Universidade do Algarve, 2009

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Teses Educação especial Crianças Necessidades educativas

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