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Abstract(s)
Os agentes alquilantes atacam o oxigénio na posição 6 da guanina no DNA,
dando origem à O6-alquilguanina, uma lesão que conduz a mutações do tipo transição
G:C para A:T. A reparação destas lesões mutagénicas é efectuada pela proteína MGMT
mediante um processo estequiométrico, irreversível e único, transferindo os aductos
mutagénicos da posição O6 da guanina para uma cisteína alquil receptora localizada na
posição 145, protegendo as células da mutagénese, morte celular e carcinogenese
provocada pelos agentes alquilantes. Mas se por um lado, a MGMT, preserva a
integridade genómica, por outro cria resistências à utilização de agentes alquilantes
como anti-neoplásicos. Com este estudo pretende-se identificar os polimorfismos
existentes nos exões 2 e 3 da MGMT em 135 amostras (70 oncológicas e 65 não
oncológicas) do universo da população residente no Algarve, e avaliar a relação
existente entre os vários genótipos encontrados e o aparecimento da patologia
oncológica. Não foram identificados polimorfismos no exão 2. No exão 3 foram
identificados dois polimorfismos, C2740123T (Leu53Leu) e C2740214T (Leu84Phe),
ligados geneticamente, e que apresentam uma frequência alélica de 0,12. Os resultados
apontam para um decréscimo da possibilidade de aparecimento de cancro nos
indivíduos portadores de um ou mais alelos polimórficos (OR ajustado = 0.149, IC
95%, 0.043 - 0.518) quando são comparados com os portadores de alelos selvagens. Em
particular do sexo feminino (OR ajustado = 0.103, IC 95%, 0.017 - 0.626). Considera-se
que a presença deste dois polimorfismos em conjunto diminuem o potencial risco de
aparecimento de cancro. Estudos mais alargados devem ser feitos para validar a nossa
conclusão.
Description
Dissertação mest., Biotecnologia, Universidade do Algarve, 2010
Keywords
Teses Célula DNA Alquilação Oncologia