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Contribuição para o conhecimento do parasitismo em raposas (Vulpes vulpes) no Alentejo

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Resumo(s)

Este trabalho consistiu no levantamento parasitĆ”rio de 33 cadĆ”veres de raposas provenientes da atividade cinegĆ©tica, em herdades no Alentejo. Cada raposa foi submetida a necrópsia parasitológica, mĆ©todo de sedimentação natural, tĆ©cnicas coprológicas, tĆ©cnica de Baermann, tĆ©cnica de coloração de esfregaƧos com Giemsa, tĆ©cnica de coloração de cestodes carmim alcoólico clorĆ­drico, mĆ©todo de digestĆ£o muscular com pepsina, tĆ©cnica de homogeneização muscular e tĆ©cnicas moleculares. Revelou-se que a fauna parasitĆ”ria das raposas desta regiĆ£o Ć© constituĆ­da por 5 gĆ©neros de ectoparasitas (Ixodes spp., Rhipicephalus spp., Felicola (suricatoecus) vulpis, Ctenocephalides felis e Pulex irritans), uma espĆ©cie de trematode (Alaria alata), 3 espĆ©cies de cestodes (Taenia spp., Mesocestoides lineatus e Joyeuxiella echinorhynchoides), 3 gĆ©neros de protozoĆ”rios (Eimeria spp., Isospora spp. e Sarcocystis spp.), 8 espĆ©cies de nematodes (Angiostrongylus vasorum, Toxocara spp., Capillaria aerophila, Capillaria plica, Crenosoma vulpis, Rictularia affinis, Toxocara canis e Uncinaria stenocephala) e uma espĆ©cie de bactĆ©ria transmitida por vetores (Coxiella burnetii). Todos os indivĆ­duos apresentavam 2 a 8 parasitas distintos, sendo os mais prevalentes, Uncinaria stenocephala (96,96%), Otodectes cynotis (75,75%), Alaria alata (54,54%) e Capillaria aerophila (51,51%). Contrariamente aos endoparasitas e O. cynotis, os demais ectoparasitas foram analisados somente nas 8 raposas que nĆ£o tiveram a pele retirada pelos caƧadores, das quais 6 tinham algum tipo de ectoparasita. Destes, os mais abundantes foram, Pulex irritans (5/8) e Rhipicephalus spp. (5/8). Felicola (Suricatoecus) vulpis, foi neste estudo, pela primeira vez observado em uma raposa (1/8) em Portugal, assim como a bactĆ©ria Coxiella burnetii (2/33 – 6,06%). Os resultados obtidos mostraram que raposas no Alentejo albergam uma fauna parasitaria diversa de agentes patogĆ©nicos de interesse para a abordagem One Health. Isto, indica a necessidade de melhor compreensĆ£o do papel deste animal na disseminação de infeƧƵes ao homem e animais domĆ©sticos, visando a implementação de estratĆ©gias de vigilĆ¢ncia para mitigar possĆ­veis impactos.
This study consisted of a parasitic survey of 33 fox carcasses obtained through hunting activities on farms in Alentejo. Each fox underwent parasitological necropsy, natural sedimentation method, coprological techniques, Baermann technique, Giemsa smear staining technique, hydrochloric alcoholic carmine cestode staining technique, pepsin muscle digestion method, muscle homogenization technique and molecular techniques. It was revealed that the parasitic fauna of foxes in this region consists of 5 genera of ectoparasites (Ixodes spp., Rhipicephalus spp., Felicola (suricatecus) vulpis, Ctenocephalides felis and Pulex irritans), one species of trematode (Alaria alata), 3 species of cestodes (Taenia spp., Mesocestoides lineatus and Joyeuxiella echinorhynchoides), 3 genera of protozoa (Eimeria spp., Isospora spp. and Sarcocystis spp.), 8 species of nematodes (Angiostrongylus vasorum, Toxocara spp., Capillaria aerophila, Capillaria plica, Crenosoma vulpis, Rictularia affinis, Toxocara canis and Uncinaria stenocephala) and one species of vector-borne bacteria (Coxiella burnetii). All individuals had 2 to 8 distinct parasites, the most prevalent being Uncinaria stenocephala (96.96%), Otodectes cynotis (75.75%), Alaria alata (54.54%) and Capillaria aerophila (51.51%). Unlike endoparasites and O. cynotis, the other ectoparasites were analyzed only in the 8 foxes that did not have their skin removed by hunters, of which 6 had some type of ectoparasite. Of these, the most abundant were Pulex irritans (5/8) and Rhipicephalus spp. (5/8). Felicola (Suricatoecus) vulpis was observed in this study for the first time in a fox (1/8) in Portugal, as well as the bacterium Coxiella burnetii (2/33 - 6.06%). The results obtained showed that foxes in Alentejo harbor a diverse parasitic fauna of pathogens of interest for the One Health approach. This indicates the need for a better understanding of the role of this animal in the dissemination of infections to humans and domestic animals, aiming at the implementation of surveillance strategies to mitigate possible impacts.

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Palavras-chave

Agentes patogƩnicos transmitidos por vetores Ectoparasitas Endoparasitas One health

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