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Abstract(s)
A celulose é o polímero natural mais abundante no mundo com variadíssimas
aplicações. No entanto, algumas destas aplicações envolvem, em determinada fase, a
dissolução da celulose. Por diferentes razões, esta é normalmente uma tarefa complicada. Os
métodos tradicionais de dissolução têm importantes limitações especialmente relacionadas
com razões económicas ou de impacto ambiental e, portanto, surge a necessidade de encontrar
alternativas mais sustentáveis para estes processos agressivos. O desenvolvimento de
alternativas mais económicas e amigas do ambiente é portanto matéria de elevado interesse
para a indústria. Com este propósito em mente, nós pretendemos desenvolver e caracterizar
novos solventes aquosos para a dissolução da celulose baseando-nos numa análise critica das
interações intermoleculares e mecanismos envolvidos. Desta forma, neste trabalho
começamos por caracterizar um sistema aquoso baseado num liquido iónico (anteriormente
desenvolvido pelo grupo) de duas qualidade diferentes e concluímos que, muito
provavelmente, o solvente de qualidade técnica não é eficaz devido à presença de excesso de
iões, nomeadamente de brometo, que sugerimos que complexa os catiões do solvente
diminuindo a sua eficiência global. Este estudo preliminar despoletou a análise do efeito de
diferentes sais na performance de dissolução do referido solvente. A reologia e o
comportamento de fase foram estudados e verificou-se que pequenas quantidades de sal são
suficientes para tornar um bom solvente num mau solvente para a dissolução de celulose.
Interessante foi o facto de os sistemas seguirem aparentemente a serie de Hofmeister em que
os iões mais cosmotrópicos apresentaram maior influência quer na viscosidade quer na
separação de fases. O solvente foi também avaliado tendo em conta o seu efeito degradativo
na celulose. O grau de polimerização foi estimado através da viscosidade intrínseca das
soluções e concluímos que o solvente é praticamente inerte independentemente de variarmos
o tempo de exposição do solvente à celulose, rácio solvente/co-solvente ou até o agente
coagulante. Finalmente, iniciamos a síntese de alguns sistemas baseados no nosso liquido
iónico. Apesar de nenhum dos sistemas dissolver a celulose (celulose modelo, polpa ou pretratada)
de forma satisfatória, os resultados são bastante positivos. No futuro terão de ser
desenvolvidos melhores processos de purificação para que os compostos sintetizados
aumentem a sua performance.
Description
Dissertação de mestrado, Engenharia Biológica, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade do Algarve, 2014
Keywords
Engenharia biológica Celulose Dissolução Solventes Solução aguosa