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Authors
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Abstract(s)
As infeções virais agudas do trato respiratório superior, nomeadamente a constipação e a gripe, continuam a ser das causas de doença mais comuns na população, tendo deste modo um grande impacto na saúde púbica (Eccles, 2005). Estas doenças têm um impacto relativamente elevado quer em termos económicos quer em termos sociais devido às quantias despendidas em medicação, na qualidade de vida do doente e família e no absentismo laboral e escolar (Azevedo et al, 2016; Bramley et al, 2002).
Existe uma grande variedade de agentes infecciosos que podem provocar infeções agudas do trato respiratório superior, no entanto considera-se o Rinovírus como o principal agente viral responsável pela constipação e o vírus Influenza o agente responsável pela gripe (Clark & Lynch, 2011; Rubin et al, 2015).
Estas infeções são, em indivíduos não pertencentes a grupos de risco, geralmente autolimitadas. O quadro de sintomas provocado apresenta algumas semelhanças, apesar de com diferentes níveis de gravidade. De indivíduo para indivíduo ocorre variabilidade nos sintomas, não se desenvolvendo geralmente o quadro completo (Rubin et al, 2015).
O tratamento farmacológico prende-se essencialmente no alívio dos sintomas (Allan & Arroll, 2014), no entanto, especificamente para a gripe, está disponível uma vacina como medida profilática e fármacos antivirais que são administrados mediante decisão clínica particular (Orientação nº 007/2015).
Com o crescimento da oferta de suplementos alimentares para o tratamento e prevenção de diversas patologias, a procura da população por alternativas tem aumentado bastante, sendo a farmácia comunitária o local de eleição para solicitar informações e adquirir os produtos (Raposo & Caetano, 2011).
Perante a realidade apresentada, a presente dissertação tem o intuito de, além de rever as possibilidades de quimioprofilaxia e tratamento farmacológico da gripe e constipação, analisar os estudos que avaliam a validade in vitro, in vivo e clínica da utilização da Echinacea na prevenção e tratamento da gripe e constipação e assim inferir se o farmacêutico comunitário, no desempenho da sua atividade profissional, dispõe ou não de evidência científica suficiente que justifique o aconselhamento de tais suplementos alimentares.
Description
Dissertação de mestrado, Ciências Farmacêuticas, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade do Algarve, 2016
Keywords
Constipação Echinacea Gripe Influenza Rinovírus