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Requisitos de ácido araquidónico em microdietas para larvas de dourada (Sparus aurata, L., 1758)

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Resumo(s)

Os ácidos gordos (AG) essenciais presentes nas dietas são tidos como factores críticos no sucesso do cultivo larvar. Tem sido dado um maior destaque aos ácidos docosahexaenóico (DHA) e eicosapentaenóico (EPA) devido às suas funções na integridade celular membranar e predominância nos tecidos. A importância do ácido araquidónico (ARA) no crescimento, sobrevivência e resistência ao stress é também cada vez mais reconhecida. Realizou-se um estudo para determinar os efeitos que diferentes concentrações de ARA em microdietas causam no crescimento, sobrevivência e perfil de ácidos gordos das larvas de dourada. As larvas foram alimentadas durante 25 dias com microdietas, incluindo um período inicial de coalimentação com rotíferos enriquecidos. Foram testadas, em triplicado, quatro microdietas experimentais que diferiam nos níveis de ARA, variando entre 0,4% e 3,0% da matéria seca (ARA0,4/ ARA0,8/ ARA1,5/ ARA3,0). As microdietas apresentavam níveis de HUFA n-3 de 4,6% e um rácio DHA/EPA de 1,4. Mediu-se o crescimento com base no peso seco e taxa de crescimento relativo, e obteve-se a sobrevivência por contagem directa. O perfil em AG dos lípidos totais das larvas foi determinado por cromatografia em fase gasosa. Após 34 dias, não se registaram diferenças significativas no crescimento e sobrevivência, apesar de existir uma tendência nos tratamentos intermédios para um menor crescimento. A composição lipídica dos tecidos reflectiu o perfil de AG das dietas, particularmente quanto ao ARA. O DHA manteve-se constante, enquanto o EPA diminuiu com o aumento de ARA, mesmo com níveis semelhantes de EPA nas dietas, sugerindo uma competição entre estes AG para a incorporação nos tecidos. Até 1,5% nas dietas, o ARA mostrou ser preferencialmente depositado nos tecidos, sendo metabolizado em concentrações superiores (3,0%). O DHA e alguns AG saturados foram preferencialmente retidos enquanto que o EPA e os ácidos linoleico (LA), α- linolénico (ALA) e oleico (OA) foram metabolizados, provavelmente para fins energéticos. Nas condições testadas, as larvas de dourada mostraram uma boa tolerância à variação de ARA nas dietas, de 0,4% a 3,0%. No entanto, o crescimento não foi afectado nem se verificou uma melhoria da sobrevivência.

Descrição

Dissertação mest., Aquacultura e Pescas, Universidade do Algarve, 2009

Palavras-chave

Teses Piscicultura Dourada Larvas Alimentação Ácidos gordos Sparus aurata

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