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Portugal e o Algarve vistos por autores portugueses e estrangeiros – séculos XVII e XVIII

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Abstract(s)

Os Estudos comparados são um campo interdisciplinar de tal modo abrangente e diversificado que chegou a ser denominado como o «estudo das relações internacionais»1. No presente trabalho iremos aplicar algumas metodologias comparatistas, maioritariamente, do foro cultural analisando diferentes olhares sobre o nosso país: nacionais, na Fastigímia de Thomé Pinheiro da Veiga, século XVII, e o Piolho Viajante de António Policarpo da Silva século XVIII (publicado já século XIX); estrangeiros, como é o caso de Arthur William Costigan, em Cartas sobre a sociedade e os costumes de Portugal, 1778-1779, de Giuseppe Gorani, em A corte e o país nos anos de 1765 a 1767 e de Heinrich F. Link, em Notas de uma viagem a Portugal e através de França e Espanha. Através de um corpus a que se convenciona designar de Literatura de Viagens, procuraremos evidenciar a natureza do contributo de cada um destes autores/obras para a construção da identidade dos portugueses e de Portugal nos séculos XVII e XVIII. Apesar do nosso espaço cronológico representar épocas históricas bastante distintas, desde o período de domínio filipino ao reinado de D. José I com o polémico Marquês de Pombal, passando pela Inquisição e terminando no decadentismo setecentista, muitos dos relatos patenteiam quer algumas confluências quer algumas divergências, sublinhando idiossincrasias nacionais e podendo até desmistificar estereótipos que então nos definiam. Uma apreciação dos contextos histórico-culturais que abrangeram os dois séculos retratados passaria por admitir que, nestas épocas, Portugal foi não só vítima de certas instituições vigentes, como da ganância dos mais altos escalões sociais, passando também pela opressão do despotismo. Nestes séculos houve pouca evolução em proveito da prosperidade nacional e momentos houve de quase total asfixia cultural, o que contribuiu para que, chegados ao século XIX, os portugueses se encontrassem exauridos, por tudo aquilo que, em nome dos interesses de elites, haviam perdido. No entanto, o saldo não era totalmente negativo: o ensino em Portugal havia melhorado, e o país havia aberto finalmente as portas ao resto da Europa, atraindo o interesse de estrangeiros que se deixavam seduzir pelas paisagens, pela gastronomia, pela hospitalidade da gente do povo.

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Cultura Literatura Viagem Comparatismo Identidade Alteridade

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