ISE1-Teses
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Browsing ISE1-Teses by advisor "Aníbal, Jaime"
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- Comparação do desperdício alimentar entre as unidades alimentares no Campus da Penha da Universidade do AlgarvePublication . Baldé, Sarif Fernandes; Aníbal, Jaime; Esteves, EduardoO desperdício alimentar constitui um grande problema à escala mundial, sendo um fenómeno inerente a sociedade de consumo. Os alimentos constituem um bem essencial e apresentam um papel inquestionável na existência humana, sendo importante que a sua gestão seja feita de forma consciente, eficiente e sustentável. As instituições do ensino superior através das suas unidades alimentares constituem um foco de desperdício alimentar pela quantidade de refeições que são servidas e desperdiçadas diariamente. O presente estudo de carater exploratório-descritivo e abordagem quanti-qualitativa, visa comparar o desperdício alimentar entre as três unidades alimentares no Campus da Penha da Universidade do Algarve (UAlg), nomeadamente Cantina, Grelhado (Grill) e Bar. Utilizou-se uma combinação de diferentes métodos de recolha de dados ainda que complementares. Na Cantina e Grelhado a técnica de pesagem seletiva agregada dos resíduos no prato (sobras) através de uma balança digital num período de 35 dias consecutivos e aplicação de um inquérito por questionário. No Bar, recorreu-se a técnica de entrevista. Na Cantina desperdiça-se 29,7% do total agregado de alimentos que são servidos, comparativamente a 17,7% no Grelhado e “zero” desperdício no Bar. Na Cantina, o desperdício é maioritariamente edível enquanto no Grelhado a proporção maior do desperdício é não edível. No Bar, o nível de desperdício é zero, dada a distribuição e doação de alimentos. Por questionários/inquérito na Cantina, estimou-se que sejam desperdiçadas entre 11 a 20% de alimentos. Comparativamente, a Cantina constitui o maior foco de desperdício alimentar em relação as outras duas unidades. Concluiu-se, também, que o nível de desperdício alimentar no Campus da Penha da UAlg é elevado, uma vez que ultrapassa em algumas das suas unidades o indicador de valor inferior a 10% considerado aceitável, estabelecido pelo Conselho Federal dos Nutricionistas. Sugere-se, portanto, a redução do desperdício para os níveis de consumo sustentáveis.
- Toxic metals in tuna and swordfish: literature review and meta-analysisPublication . Bansal, Piyush; Esteves, Eduardo; Aníbal, JaimeO pescado é uma das principais fontes de alimentação, nutrição, rendimento e meios de subsistência. O consumo de pescado está associado não só por ser fonte de proteínas, às vitaminas D e A ou aos minerais, mas também de ácidos gordos polinsaturados (poli-unsaturated fatty acids, ou PUFA) ómega-3, que desempenham um papel importante na prevenção da maioria das patologias cardiovasculares. Foi demonstrado que o pescado tem vários benefícios para a saúde, tais como propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias, de cicatrização de feridas, neuroprotetoras e cardioprotetoras. A produção de pescado a nível mundial aumentou muito, passando de 19 milhões de toneladas (peso vivo equivalente) na década de 1950 para um recorde de cerca de 179 milhões de toneladas em 2018 (FAO, 2020). O pescado tem registado uma maior procura (Delgado et al., 2004), e o consumo está a aumentar globalmente 2,5% ao ano (Peterson & Fronc, 2007; Banco Mundial, 2013). Os peixes marinhos mais importantes do ponto de vista comercial são incluem salmão, arenque, bacalhau, cantarilho, a cavala, o atum, a sardinha e o espadarte. Devido ao seu elevado valor comercial, espécies como o espadarte e o atum são comercializadas em quantidades relativamente mais pequenas com um valor de mercado mais elevado, enquanto outras espécies são comercializadas em maiores quantidades, mas com valores mais baixos. Os atuns têm sido um importante produto económico de elevado valor comparativo entre vários recursos aquáticos com uma ampla quota de mercado. Incluem cerca de >10 espécies que ocorrem nos oceanos Atlântico, Índico e Pacífico e no mar Mediterrâneo. Em 2021, foram capturadas cerca de 4,8 milhões de toneladas das principais populações comerciais de atum, com gaiado (Katsuwonus pelamis) a representar 56 % das capturas, albacora (Thunnus albacares) 31 %, o patudo (Thunnus obesus) 8 % e o atum voador (Thunnus alalunga) 4 %. O espadarte (Xiphias gladius) é um peixe mesopelágico altamente migratório (Fig. 5) e um predador de topo, amplamente distribuído no Oceano Atlântico e no Mar Mediterrâneo. A captura anual total de espadarte registada em 2021 foi de 712 000 t (ISSF, 2023). A nível mundial, estima-se que a biomassa do espadarte tenha diminuído pelo menos 22% nos últimos 20 anos. Apesar dos benefícios comprovados para a saúde, o consumo de pescado pode ocasionalmente constituir um risco para a saúde devido à contaminação, nomeadamente com determinados metais pesados ou tóxicos no caso de algumas espécies como são o espadarte e o atum. As funções e características químicas do grupo heterogéneo de elementos que se designam metais pesados ou tóxicos são diversas. Manganês (Mn), cobre (Cu), níquel (Ni), ferro (Fe) e zinco (Zn) são metais (pesados) necessários, enquanto cádmio (Cd), arsénio (As), mercúrio (Hg) e chumbo (Pb) são metais (pesados) não-essenciais.