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- A ansiedade e o consumo abusivo de ansiolíticosPublication . Rodrigues, Carla Sofia Pereira; Ramalhinho, IsabelFazendo parte natural da vida quotidiana do indivíduo, a ansiedade é propulsora de mudanças e alterações experimentais ao longo da vida. Esta, quando excessiva, apresenta consequências diretas sobre a saúde, podendo ser a causa de numerosas doenças, em diferentes graus. Devido ao impacto que a ansiedade tem na sociedade atual, a mesma tem sido alvo de inúmeros estudos científicos. A percentagem de indivíduos que apresentam sintomas de ansiedade tem vindo a aumentar em Portugal e, por consequência, também o consumo de ansiolíticos. Estudos relativos ao consumo de medicamentos destacam Portugal como um dos países com maior consumo de ansiolíticos a nível europeu. Os ansiolíticos são considerados fármacos seguros e eficazes em tratamentos a curto prazo, no entanto, o seu uso durante um longo período é controverso, pois questiona-se sobre o possível desenvolvimento de dependência física e psicológica, assim como de intolerância ao fármaco. O consumo excessivo de ansiolíticos resulta em parte da prescrição e dispensa sem consciencialização. Torna-se então necessária uma atuação criteriosa por parte dos profissionais de saúde perante esta temática, por forma a evitar, não só, a automedicação, como o aumento das doses prescritas. A presente dissertação tem como principal objetivo compreender o uso abusivo e inapropriado desta classe farmacológica, assim como procurar eventuais soluções para fazer face ao consumo de ansiolíticos sem acompanhamento.
- Utilização de imunohistoquímica para avaliação da densidade linfática no mesentério de adenocarcinomas do cólonPublication . Salvador, Rute Maria Silva; Braga, Sofia; Maia, Ana TeresaIntrodução: O cancro colorretal apresenta-se como uma das neoplasias mais comuns nos países desenvolvidos. A sua capacidade de metastização ocorre por recurso a vasos sanguíneos e/ou linfáticos. Nas últimas décadas a importância da linfangiogénese no cancro tem sido discutida sendo que, desde que a técnica cirúrgica para a excisão total do mesorreto (ETM) demonstrou efeitos positivos nas recidivas locais do cancro do reto e, mais tarde, com a proposta da implementação da técnica cirúrgica da excisão completa do mesocólon (CME) para o cancro do cólon, a importância da manutenção da integridade do mesocólon e consequente rede linfática tem-se mantido em acesso debate. Até ao momento ainda não se conseguiu entender o verdadeiro benefício da manutenção da integridade da rede linfática e, como tal, a implementação rotineira da CME ainda não ocorreu. Objetivo: Determinar, em doentes com adenocarcinoma do cólon, a densidade linfática mesentérica em regiões peritumorais e em regiões distais ao tumor e correlacionar a densidade linfática mesentérica com diferentes características clínico-patológicas e clínico-histológicas. Métodos: Participaram neste estudo 49 doentes com adenocarcinoma do cólon de estadios T2 e T3. A avaliação da densidade linfática mesentérica foi realizada por imunohistoquímica com recurso ao anticorpo monoclonal D2-40 da podoplanina. Avaliou-se ainda a influência que diversas características clínico-patológicas e clínico-histológicas poderiam ter na densidade linfática mesentérica com recurso ao programa estatístico IBM SPSS. Resultados: Verificou-se maiores densidades linfáticas na região peritumoral comparativamente às regiões distais ao tumor. A densidade linfática peritumoral não se relacionou positivamente com nenhuma das características clínico-patológicas e clínico-histológicas analisadas, no entanto, a densidade linfática distal ao tumor demonstrou significância estatística na relação com o índice de massa corporal, o número de gânglios positivos isolados, a profundidade de invasão do tumor e o envolvimento ganglionar. Conclusão: O papel biológico dos vasos linfáticos na progressão tumoral continua controverso. Apenas se conseguiu correlacionar a densidade linfática com parâmetros clínico-patológicos e clínico-histológicos em regiões distais ao tumor o que reflete a importância de uma técnica cirúrgica bem executada. Continuam a ser necessários mais estudos para a compreensão do papel da linfangiogénese na disseminação tumoral.
- O néctar na cultura da framboesa em estufa: extração pelas abelhasPublication . Brito, Tomás de Almeida; Duarte, AmílcarA framboesa tornou-se nos últimos anos numa importante cultura frutícola do Algarve. Apesar de cultivada em estufa, esta cultura tem uma relação estreita com o meio envolvente, sobretudo no que diz respeito aos polinizadores, uma vez que a quantidade de frutos produzidos e a sua qualidade dependem da polinização das suas flores. Para atrair os insetos polinizadores, as flores de framboesa secretam quantidades significativas de néctar que, quando não é extraído, serve de substrato para o desenvolvimento de fungos e bactérias. Para além de serem essenciais na polinização das flores, as abelhas também extraem grandes quantidades de néctar das flores, reduzindo assim o potencial de proliferação dos agentes patogénicos. É, assim, importante que as colónias de abelhas sejam suficientes para as duas funções na cultura: polinização e extração de néctar. Por isso, procurou-se determinar a quantidade de néctar produzida pela planta e estudar o comportamento das abelhas nas estufas de nova geração, constatando os desafios e limitações que lhes são impostos. Para efeitos do estudo, criámos uma lista de dez estados fenológicos dos órgãos generativos (flores) de framboesa e, através de um método simples e inovador, medimos a produção de néctar, a partir da abertura da flor até à frutificação. Verificámos que a maior secreção de néctar é produzida quando as pétalas começam a abrir (estado fenológico 3, estádio F do CTIFL). A quantidade de néctar secretado pelas flores, numa campanha de 42 dias, pode ir de 350 até cerca 560 litros por hectare. Este estudo abre caminho para a optimização do número de colmeias a instalar por hectare de framboesa, contribuindo para uma gestão mais sustentável dos espaços rurais.
