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A framboesa tornou-se nos últimos anos numa importante cultura frutícola do Algarve. Apesar de cultivada em estufa, esta cultura tem uma relação estreita com o meio envolvente, sobretudo no que diz respeito aos polinizadores, uma vez que a quantidade de frutos produzidos e a sua qualidade dependem da polinização das suas flores. Para atrair os insetos polinizadores, as flores de framboesa secretam quantidades significativas de néctar que, quando não é extraído, serve de substrato para o desenvolvimento de fungos e bactérias. Para além de serem essenciais na polinização das flores, as abelhas também extraem grandes quantidades de néctar das flores, reduzindo assim o potencial de proliferação dos agentes patogénicos. É, assim, importante que as colónias de abelhas sejam suficientes para as duas funções na cultura: polinização e extração de néctar. Por isso, procurou-se determinar a quantidade de néctar produzida pela planta e estudar o comportamento das abelhas nas estufas de nova geração, constatando os desafios e limitações que lhes são impostos. Para efeitos do estudo, criámos uma lista de dez estados fenológicos dos órgãos generativos (flores) de framboesa e, através de um método simples e inovador, medimos a produção de néctar, a partir da abertura da flor até à frutificação. Verificámos que a maior secreção de néctar é produzida quando as pétalas começam a abrir (estado fenológico 3, estádio F do CTIFL). A quantidade de néctar secretado pelas flores, numa campanha de 42 dias, pode ir de 350 até cerca 560 litros por hectare. Este estudo abre caminho para a optimização do número de colmeias a instalar por hectare de framboesa, contribuindo para uma gestão mais sustentável dos espaços rurais.
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Rubus idaeus Apis mellifera Fenologia Floração Colmeias Polinização