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- Impacto da formação em segurança e dos fatores psicossociais na tomada de decisão e comportamentos seguros na assistência a aeronavesPublication . Isidro, Rafael Rodrigues dos Santos; Sousa, CátiaA segurança operacional em contexto aeroportuário depende da atuação eficaz dos profissionais que executam tarefas críticas sob pressão, como abastecimento, manuseamento de bagagens e assistência em escala. Esta investigação analisou de que modo a formação em segurança e os fatores psicossociais – nomeadamente o stresse percebido e a fadiga – influenciam os estilos de tomada de decisão e os comportamentos seguros dos trabalhadores de assistência a aeronaves. Participaram no estudo 152 profissionais do Aeroporto Internacional de Faro, maioritariamente do género masculino (82,9%), com funções operacionais diversas e significativa experiência no setor. Através de um questionário estruturado e análise quantitativa, os resultados revelaram que a formação em segurança se associa positivamente aos comportamentos seguros - sobretudo de natureza psicossocial - e à redução de estilos disfuncionais de decisão. No entanto, não promoveu de forma significativa o estilo de decisão mais funcional (vigilância) e não moderou os efeitos negativos do stresse e da fadiga sobre os comportamentos seguros. O stresse revelou-se um preditor negativo dos comportamentos seguros e esteve associado a decisões menos adaptativas, enquanto a fadiga influenciou negativamente os estilos de decisão, mas não afetou diretamente os comportamentos seguros. Estes resultados sublinham a importância de intervenções integradas, que combinem formação contínua com estratégias de gestão do stresse e da fadiga, promovendo não só a segurança operacional, como também o bem-estar dos trabalhadores. O estudo apresenta limitações, como o desenho transversal e a natureza auto-reportada dos dados. Futuras investigações deverão recorrer a métodos longitudinais e avaliar o impacto de intervenções organizacionais sobre a segurança e os fatores psicossociais em contexto aeroportuário.
- Microplastics in marine ecosystems: exposure, ingestion, and accumulation dynamics in seahorsesPublication . Melo, Catarina Simas de; Palma, Jorge Afonso Martins da; Andrade, José PedroO plástico tornou-se um elemento indispensável na vida humana, levando a um aumento exponencial da sua produção. No entanto, o seu consumo inconsciente e má gestão dos resíduos plásticos têm contribuído para que este se torne um dos principais poluentes nos ambientes marinhos costeiros. Estas partículas podem entrar no oceano através de diversas fontes, tanto terrestres (como sistemas de esgoto, vento e rios) como marítimas (como pesca e transporte marítimo). Uma vez no meio aquático, o plástico pode fragmentar-se em partículas menores, transformando-se em microplásticos (MPs) (< 5 mm), ou até nanopartículas (< 1 μm), afundando e acumulando-se nos sedimentos. Devido ao seu tamanho reduzido, os MPs podem ser ingeridos por uma grande diversidade de espécies marinhas, desde zooplâncton até grandes peixes, podendo causar impactos negativos no sistema digestivo, afetar a fisiologia dos organismos ou até levar à morte. A sua capacidade de bioacumulação e transferência entre diferentes níveis tróficos tem despoletado uma grande preocupação na comunidade científica, dado que podem representar riscos ecológicos. Os cavalos-marinhos, pertencentes à família dos singnatídeos, habitam em águas pouco profundas e são predadores oportunistas que recorrem predominantemente a pistas visuais para caçar. O seu focinho tubular que potencia o mecanismo de sucção que utilizam para capturar pequenas presas planctónicas como anfípodes, decápodes, isópodes e misidáceos, torna-os também, especialmente vulneráveis à ingestão de microplásticos. No entanto, os estudos sobre este tema ainda são recentes e escassos. Devido à semelhança entre o tamanho dos MPs e o das presas naturais dos cavalos-marinhos, a ingestão pode ocorrer por uma falta de identificação dos MPs, enquanto potenciais presas. Muitas espécies de cavalos-marinhos enfrentam ameaças populacionais, pelo que compreender os impactos específicos dos MPs nestes organismos é crucial para o desenvolvimento de estratégias de conservação, tanto da espécie como do seu habitat. A Ria Formosa é um sistema lagunar de baixa profundidade caracterizado por habitats de pradarias marinhas com uma grande biodiversidade. No entanto, tem vindo a sofrer de uma elevada pressão antropogénica devido às várias atividades que são desenvolvidas ao redor. Para além disso, são feitas descargas de esgotos neste ambiente e sendo que a sua hidrodinâmica é limitada por apenas algumas ligações ao oceano (sem total renovação da água), isto promove a retenção de poluentes o que o torna um ecossistema sensível. Aqui ocorrem espécies de elevada importância comercial e ecológica, onde se incluem as duas espécies de cavalos-marinhos nativas europeias – Hippocampus hippocampus e Hippocampus guttulatus – as quais pela sua biologia característica são também elas bastante vulneráveis a distúrbios antropogénicos e alterações ecológicas. Este estudo procurou: i) avaliar a presença, composição e características dos microplásticos em diferentes substratos da Ria Formosa, referenciados como habitats naturais para os cavalos-marinhos, e ii) analisar a ingestão de MPs pelo H. guttulatus, tanto em ambiente selvagem como em condições de cativeiro. Para tal, a exposição a MPs foi primeiramente avaliada através da análise de amostras dos substratos (erva marinha, Caulerpa prolifera e sedimento complexo), e de conteúdos gastrointestinais dos cavalos-marinhos selvagens. Posteriormente, realizou-se um estudo experimental em ambiente controlado para compreender a dinâmica de ingestão e acumulação de MPs. Para isso, consideraram-se dois tipos de alimentação (viva e congelada, individualmente fornecida em conjunto com uma mistura de MPs) para determinar a tipologia de ingestão (se acidental ou se voluntária), bem como o período de retenção (onde era apenas fornecido alimento sem MPs) para verificar possíveis processos de acumulação. Os resultados da análise dos diferentes substratos indicaram uma concentração significativa de MPs na Ria Formosa, especialmente no substrato sedimentar, sugerindo um possível aumento na contaminação ao longo dos anos quando comparado com estudos anteriores. A comparação dos dados sugere que fatores como pressão antropogénica, atividades industriais, turísticas e piscatórias, e processos hidrodinâmicos podem ter influenciado esta tendência crescente na acumulação de MPs nos substratos costeiros. A elevada exposição aos MPs leva também a que haja uma maior ingestão por parte dos animais, facto que se verificou através da análise do conteúdo do trato gastrointestinal (GIT) dos cavalos-marinhos selvagens e que mostrou uma presença de MPs em todos os animais observados independentemente do sexo ou tamanho. No entanto, verificou-se uma correlação positiva entre a quantidade de MPs ingeridos e o comprimento total dos indivíduos. Estes resultados reforçam a hipótese de que a ingestão de MPs pode estar mais dependente da disponibilidade e do comportamento alimentar do que de características individuais, como a personalidade trófica. Em termos de tipos de MPs, as fibras foram os mais comuns em ambos estudos feitos em ambiente natural (substratos e animais), as quais são frequentemente associadas a produtos têxteis, redes de pesca e descargas de águas residuais, o que justifica a sua ocorrência na Ria Formosa onde a influência dessas fontes é significativa. Ao analisar a distribuição das cores, os MPs pretos e azuis foram os mais comuns, tanto nas amostras de substrato como nos tratos gastrointestinais (GIT) dos cavalos-marinhos selvagens. No entanto, é admissível uma salvaguarda de erro nas classificações visuais e na diferenciação de cores devido a limitações no estereoscópio, e de potenciais processos de oxidação que podem ter ocorrido nos MPs observados. A nível de tamanhos, foi encontrada uma grande amplitude comprimentos, incluindo algumas fibras que se enquadraram na categoria mesoplásticos, mas que estariam enroladas e só quando esticadas atingiam esses tamanhos, o que justifica a sua ingestão pelos animais. Durante o estudo experimental em cativeiro, todos os cavalos-marinhos consumiram microplásticos tendo-se verificado uma maior ingestão de MPs quando alimentados com alimento vivo comparativamente com o alimento congelado. Isto pode ser explicado pelo aumento da atividade na captura de presas vivas (que ressuspende os MPs, aumentando a sua probabilidade de ingestão acidental) ou pelo facto de que em modo caça não terem tanto tempo para distinguir entre uma presa e MP, sugerindo que alguns MPs podem ser consumidos voluntariamente, mas possivelmente confundidos por uma presa durante a ação de caça. Coincidentemente, e tal como no ambiente natural, as fibras foram também o grupo de MPs mais consumido, reforçando a ideia que pelo seu tamanho e forma, estas podem ser confundidas com o alimento, mas também pela sua menor massa serem mais sensíveis ao movimento e podem ser ingeridas acidentalmente como foi possível observar. Entre os fragmentos fornecidos, os únicos que não foram consumidos foram os de cor azul, o que levanta a hipótese da existência de algum tipo de seletividade com base na cor. Por fim, foi também possível verificar que existiu retenção e possível acumulação devido à exposição prolongada a MPs. Estes resultados destacam a necessidade urgente de reduzir a contaminação por MPs nos ecossistemas marinhos, dado o impacto ecológico que podem ter em espécies vulneráveis como os cavalos-marinhos. Para futuras investigações, sugere-se o uso de metodologias mais precisas para a análise dos microplásticos que permitam não só uma caracterização mais exata, mas também a identificação do material de forma a ser possível deduzir as suas origens. Melhorias experimentais poderiam incluir uma maior gama de cores de MPs e condições de luz mais próximas do habitat natural, permitindo uma análise mais precisa de preferência e possível seletividade na captura de MPs.
- Examining the position of Nigeria healthcare sector in technological advancementsPublication . Oladoye, Benjamin Osuola; Pedro, Ilda Maria HortaHealthcare delivery services in Nigeria has not gained enough attention in the adoption of advanced medical technology. This void can be traced back to the underutilization of modern diagnostic tools in healthcare institutions at all the levels of healthcare delivery in the country. We present the challenges facing the implementation from the patient side and healthcare institution is driven by the high cost of medical services, distance to a well-equipped health facility, attitude of health workers, inadequate financial allocation and resources to hospitals, inadequate training and exposure of technology trends to the medical staffs at colleges or the healthcare management bodies. This study main aim is to bridge this gap by examining the position of Nigeria healthcare sector in technological advancements and presenting more scientific and technological evidence to improve care standards at a Nigerian hospital. The study utilized a quantitative technique to collect and analyze data. Digital self-reporting scale questionnaire was intended to gather pertinent information regarding the key variables. The questionnaire included, but not be limited to, questions concerning healthcare satisfaction, technology use, the professionality of the medical personnel, motivational factors, cost of healthcare. ANOVA was employed to design the key consideration from the dependent and independent variables, between group and within group variance and consistency and significance difference. The study's findings emphasize the transformative part of advanced medical innovations like telemedicine and clinical decision support systems in upgrading healthcare quality and productivity. These innovations have illustrated their potential to move forward patient results, organized healthcare delivery, and support therapeutic experts in making informed choices.
- The negative influence of social media on adolescent well-being in the ukPublication . Sunday, Glory Ewere; Pimpão, Pedro Gonçalo TenazinhaSocial media is wildly used by United Kingdom adolescents, with potential benefits and harm. This study examined the adverse impact of social media on adolescent well-being in the United Kingdom. The study used a mixed-method approach. 150 respondents were chosen through convenience sampling. An online survey was used to collect data from participants who accessed the study link via emails. SPSS was used to examine survey data. Regression analysis was used to examine the relationship between the frequency and timing of social media engagement and self-reported outcomes. Out of the 150 chosen participants, only 67 fully completed the study questionnaire, resulting in a response rate of 44.67%. The research findings revealed that social media considerably affects the sleep patterns (50%), anxiety, tension, and emotional discomfort (50%) of United Kingdom teens. Most respondents participate in life comparisons, highlighting their vulnerability to digital platforms. Correlation study (r = -0.292, p < 0.05) revealed a relationship between extended social media use and deteriorating mental health in teenagers. In the realm of cyberbullying, while a minority of teenagers reported being direct victims, a substantial percentage acknowledged witnessing online abuse. The mean score for teenagers reporting direct bullying on social media was 1.72. The mean score for seeing others endure bullying was markedly high at 2.87. The findings indicate that passive exposure to cyberbullying is very widespread. Ultimately, participants indicated that social validation metrics, such as likes and comments, significantly influenced their self-esteem. The study confirms that social media involvement among adolescents has significant psychological dangers. These concerns include altered sleep patterns, heightened stress, vulnerability to cyberbullying, and diminished self-esteem. The research emphasises the need for a unified, coordinated strategy to mitigate these risks. However, the research's applicability to the wider teenage population is constrained by its modest sample size of 67 individuals in the United Kingdom.
- The dichotomy of human decision-making: an experimental assessment of stone tool efficiencyPublication . Cabrita Nora, David André; Marreiros, Joao; Gneisinger, Walter; Pedergnana, Antonella; Pereira, Telmo; Enza Elena SpinapoliceThe physical properties of distinct raw materials, such as hardness, homogeneity, and grain size, have been recurrently suggested as some of the key reasons for human decision-making, namely the selection, production, and use of stone implements in the past. However, little is known, concerning the relationship between stone tools and human behaviour and how this is reflected in the variability seen in the archaeological record. Therefore, investigating stone tools’ properties and performance brings fundamental insights into identifying and understanding the origins of some of the major human technological behavioural traits. In this study, we aim to address this topic by measuring the variability of the properties of lithic raw materials from the perspective of tool use. A controlled experiment was designed to test the mechanical performance with a focus on the efficiency (ratio between effectiveness and durability) of four distinct raw materials (quartzite, dacite, flint, and obsidian). Our study addresses the null hypothesis: “Edge efficiency does not vary according to the different lithic raw materials.” Efficiency is assessedby the combination of penetration depth (proxy to measure effectiveness) and edge wear (proxy to measure durability). These two variables were measured, and the results correlated with the physical properties of various raw materials, including hardness and grain size. Our results show significant differences in the efficiency between the different types of raw materials. The outcome demonstrates that the variables by which we test the edge efficiency of lithic raw materials are highly relevant for raw material selection and, consequently, may have been of utmost importance in influencing the decision-aking process of past hunter-gatherers. A decrease in tool efficiency during use may have constrained daily activities, necessitating technological adaptations. This strongly suggests that each raw material used in archaeological contexts to produce blanks should be evaluated for its efficiency. In addition, it may be pertinent to extend this approach to other blunt artefactssuch as scrapers, burins, anvils, and hammerstones when investigating aspects of interconnected behaviours such as artefact variability, resource economy, group mobility, and site function. Such choices and decisions are coded in the archaeological record and represent cultural factors that were transmitted through learning and likely triggered the human decision-making process of past hunter-gatherers.
