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- A integração dos assentamentos rurais tradicionais nas regiões urbanas: o exemplo do Algarve Central no Sul de PortugalPublication . Costa, Miguel Reimão; Batista, DesidérioO expressivo processo de expansão urbana que, em diferentes geografias, teve origem com a Revolução industrial, comportou frequentemente a integração de assentamentos rurais antes localizados em anéis exteriores à cidade tradicional. Este tema, associado em muitos casos à perda de valor do solo agrícola, tem adquirido maior relevância, nas últimas décadas, no contexto da transformação da cidade contemporânea e da urbanização extensiva e difusa. É nestas circunstâncias que se considera fundamental a inventariação e o estudo da arquitetura vernacular destas áreas, na medida em que estes poderão revelar diferentes edifícios, conjuntos e assentamentos que deveriam ser protegidos, comportando na cidade difusa um papel idêntico ao que os núcleos históricos adquiriram na cidade compacta, especialmente a partir do início da segunda metade do século passado. De facto, à medida que a dicotomia convencional entre cidade e campo perde relevância, as construções vernaculares – tal como o sistema ecológico, a rede de velhos caminhos ou a estrutura predial – têm necessariamente de ser considerados no âmbito do ordenamento metropolitano, tanto a nível da caracterização como da proposta. Deste modo, é fundamental retomar a contraposição entre padrões de dispersão e padrões de aglomeração, na medida em que cada qual levanta diferentes questões a nível da atual transformação do uso do solo. Para compreender alguns dos tópicos inerentes a este processo, consideraremos aqui a região central do Baixo Algarve que constitui, a este propósito, um bom caso de estudo. A investigação em torno aos assentamentos rurais tradicionais adquire especial relevância nesta área, uma vez que os diferentes instrumentos de ordenamento do território restringem, em grande medida, o processo de edificação fora dos perímetros urbanos à reabilitação ou renovação desses conjuntos edificados preexistentes.
- Arquitetura, contexto e mudança nas regiões de montanha do norte da BeiraPublication . Costa, Miguel Reimão; André, PaulaO presente artigo incide na arquitetura vernacular das áreas de montanha no norte de Portugal e, mais especificamente, da região setentrional da Beira, procurando caracterizar as condições da sua permanência e mudança, a partir da importância do contexto, do povoamento e da paisagem e considerando os diferentes ciclos de transformação características da época contemporânea. Numa fase inicial, esta arquitetura será analisada no âmbito da organização tradicional das áreas de recursos das aldeias serranas, desde os diferentes usos e construções na paisagem ao sítio do assentamento. Do mesmo modo, será também caracterizada tendo em conta a transformação destas paisagens em altitude: primeiro através da seleção de um caso de estudo particular, tradicionalmente marcado pelo deslocamento estacional das populações (num processo idêntico aos estudados no sistema montanhoso da Peneda-Gerês ou noutras áreas de montanha do Mediterrâneo); e depois mediante o registo de algumas das características particulares que as arquiteturas destas aldeias poderão adquirir, em função da sua localização em altitude ou a cotas mais baixas. Numa segunda fase, serão considerados alguns dos temas que marcam a transformação das arquiteturas e aldeias serranas em época contemporânea, desde a importância da mineração, até aos diferentes ciclos migratórios e aos processos de gradual abandono. Por fim, já numa parte conclusiva, a transformação mais recente da arquitetura serrana será enquadrada nos processos da redescoberta das áreas do interior, associados a projetos ou iniciativas de índole diversa que têm contribuído para afirmar a importância e identidade de alguns destes núcleos, num contexto de crescente e reconhecido abandono das áreas de montanha e, em especial, daquelas mais distantes das regiões urbanas do litoral. Procurando documentar o quadro de significativa diversidade que caracteriza as aldeias de montanha do norte da Beira serão mencionados os casos de Covas do Monte, Mazes, Pena, Drave, Almofala, Rio de Frades, Regoufe, Nodar e Campo Benfeito.
- A arquitetura corrente do Baixo Guadiana através da arqueologia: a parcela do edifício dos antigos CTT de Alcoutim entre os séculos XV a XXPublication . Fernandes, Marco; Lopes, Virgílio; Gómez Martinez, Susana; Gradim, Alexandra; Reimão Lopes da Costa, MiguelO edifício dos antigos CTT de Alcoutim localizava- -se na vertente oeste do castelo desta vila, numa parcela com área total de 305 m², sendo delimitado a leste pelo Largo do Castelo e, no lado oposto, pela Rua D. Sancho II (fig. 1). A Câmara Municipal de Alcoutim, proprietária do imóvel, pretende construir no local um prédio de habitação coletiva. Para tal, era necessário proceder-se à demolição integral do preexistente e escavação do subsolo para a construção do novo edifício. Dada a proximidade do castelo, esta área está abrangida pela Zona Geral de Proteção (ZGP) da “Fortaleza de Alcoutim”, pelo que a Direção Regional de Cultura do Algarve exigiu a realização de trabalhos arqueológicos. Estes foram efetuados pela equipa do Campo Arqueológico de Mértola, entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020, tendo sido organizados em duas fases.